Ciência – TV Raman https://site.tvraman.com.br Emissora de Radio e TV Sat, 21 Sep 2024 21:48:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://site.tvraman.com.br/wp-content/uploads/2023/12/cropped-novalogo-32x32.png Ciência – TV Raman https://site.tvraman.com.br 32 32 Wi-Fi esta chegando ao fim! https://site.tvraman.com.br/2024/09/21/wi-fi-esta-chegando-ao-fim/ https://site.tvraman.com.br/2024/09/21/wi-fi-esta-chegando-ao-fim/#respond Sat, 21 Sep 2024 21:48:56 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=15024 Nova tecnologia surge e promete mudar tudo no mercado de internet sem fio!

Será que estamos caminhando para o fim do Wi-Fi? Conheça a nova tecnologia que pode revolucionar o futuro da internet sem fio.

Fim do Wi-Fi? A gente mal piscou e a tecnologia já está revolucionando, de novo, a forma como nos conectamos à internet. O Wi-Fi — ou Wireless Field — que já se tornou parte do nosso cotidiano, pode estar prestes a dar lugar a uma nova tecnologia ainda mais rápida e eficiente: o Li-Fi. Esse nome pode soar estranho, mas ele promete mudar radicalmente o futuro da internet sem fio.

Se você é do tipo que fica impaciente com a lentidão do wireless field ou vive sofrendo com interferências, então o fim do Wi-Fi pode ser uma boa notícia. A seguir, vou te explicar direitinho o que é o Li-Fi, como ele funciona e por que essa tecnologia tem tudo para ser a grande novidade no mundo da conectividade.

O que é o Li-Fi? Conheça a tecnologia que pode revolucionar a internet sem fio
O Li-Fi, abreviação de “Light Fidelity”, é uma tecnologia de comunicação sem fio que usa a luz visível para transmitir dados, ao invés das tradicionais ondas de rádio que o Wi-Fi utiliza. Isso mesmo, estamos falando de internet transmitida pela luz! A ideia é bem simples, mas muito poderosa. Funciona assim: o Li-Fi utiliza luzes LED para enviar informações de maneira tão rápida que é imperceptível ao olho humano.

Enquanto o Wi-Fi depende de sinais de rádio que podem sofrer com interferências e congestionamento, o Li-Fi usa a modulação da luz para transmitir dados. Isso significa que ele é capaz de alcançar velocidades absurdamente rápidas. Para ter uma ideia, em testes, o Li-Fi mostrou ser até 100 vezes mais rápido que o Wi-Fi! Já pensou baixar um filme inteiro em segundos?

Será o fim do Wi-Fi? Por que o Li-Fi é uma tecnologia tão promissora?

O fim do Wi-Fi ainda não é uma realidade, mas o Li-Fi tem o potencial de transformar a maneira como utilizamos a internet sem fio. Vamos falar sobre os principais benefícios dessa nova tecnologia que está chegando com tudo:

Velocidade
Como mencionei antes, o Li-Fi é incrivelmente rápido. Isso porque a luz visível consegue transmitir dados em velocidades muito superiores às ondas de rádio. Se você adora assistir a vídeos em alta resolução ou precisa fazer uploads pesados, o Li-Fi pode ser uma mão na roda.

Segurança
Uma das grandes vantagens do Li-Fi é a segurança. Sabe aquela preocupação com hackers invadindo sua rede? Com o Li-Fi, essa preocupação pode diminuir. Isso porque a luz visível não atravessa paredes, o que significa que o sinal fica confinado ao espaço onde a luz está presente. Ou seja, fica bem mais difícil alguém roubar sua conexão ou interceptar seus dados.

Quantas vezes o seu Wi-Fi já caiu por causa de interferências? Com o Li-Fi, isso praticamente não acontece. A luz visível não sofre interferências eletromagnéticas, tornando-o ideal para locais onde o Wi-Fi não funciona muito bem, como hospitais e indústrias.

Onde essa nova tecnologia pode brilhar?
O Li-Fi ainda está em fase de desenvolvimento, mas as suas possíveis aplicações são incríveis. Ele pode ser utilizado em lugares onde o Wi-Fi tem dificuldade de funcionar ou onde é restrito. Um bom exemplo são os ambientes industriais, em que a interferência eletromagnética pode ser um problema. O Li-Fi também pode ser útil em locais onde a segurança dos dados é uma prioridade, como em empresas e instituições acadêmicas.

A nova tecnologia tem grande potencial no transporte. Imagina ter internet super rápida em aviões, submarinos ou até em túneis, onde o Wi-Fi simplesmente não chega. Em áreas densamente povoadas ou com muitos dispositivos conectados, como estádios e grandes eventos, o Li-Fi também pode ser uma solução para garantir uma conexão estável e rápida.

Nem tudo é perfeito! Conheça os desafios para o Li-Fi
Por mais promissor que o Li-Fi seja, ele ainda enfrenta alguns desafios. Um dos maiores problemas dessa nova tecnologia é a necessidade de uma linha de visão direta entre o transmissor e o receptor. Ou seja, para que a nova tecnologia funcione corretamente, a luz precisa estar sempre “visível” para os dispositivos conectados. Isso pode ser um empecilho em ambientes onde a iluminação não pode ser controlada facilmente ou onde há muitos obstáculos.

Outro ponto a se considerar é que o Li-Fi não vai, necessariamente, substituir completamente o Wi-Fi. Na verdade, as duas tecnologias podem coexistir, se complementando. Enquanto o Wi-Fi continuará a ser utilizado em áreas mais amplas e abertas, o Light Fidelity pode assumir funções mais específicas, garantindo velocidades de transmissão ultrarrápidas em locais onde a luz pode ser utilizada de forma eficaz.

O que esperar do futuro? Li-Fi e a evolução da internet sem fio
O fim do Wi-Fi pode demorar um pouco, mas o Li-Fi definitivamente já chegou para mostrar que o futuro da internet sem fio será mais rápido, seguro e eficiente. Com a evolução da tecnologia e a superação dos desafios atuais, é bem possível que essa nova tecnologia comece a aparecer em nossas casas, escritórios e ambientes de trabalho em um futuro próximo.

Imagine um mundo onde a internet é transmitida pela luz das lâmpadas do teto da sua sala. Ou melhor ainda, onde cada poste de luz na rua pode oferecer uma conexão de internet rápida e estável para os pedestres. Isso pode parecer ficção científica, mas com o avanço do Li-Fi, esse cenário está cada vez mais próximo de se tornar realidade.

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A vacina do Butantan pode ajudar a conter o surto de dengue no Brasil? https://site.tvraman.com.br/2024/03/01/a-vacina-do-butantan-pode-ajudar-a-conter-o-surto-de-dengue-no-brasil/ https://site.tvraman.com.br/2024/03/01/a-vacina-do-butantan-pode-ajudar-a-conter-o-surto-de-dengue-no-brasil/#respond Fri, 01 Mar 2024 09:57:54 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=13576 Em três meses, o País chegou à marca de 1 milhão de casos prováveis da doença; a expectativa é que a vacina esteja disponível no início de 2025

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

A explosão de casos dengue  no Brasil já fez que ao menos sete estados decretassem situação de emergência em saúde pública. Além do Distrito Federal, Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, estão com emprego urgente de medidas de prevenção e contenção de riscos.

Ao todo, o País já chegou a 1 milhão de casos de dengue nos três primeiros meses de 2024. Um aumento de 390% comparado ao mesmo período do ano passado, quando o País registrava 207.475 casos.

Apesar do Ministério da Saúde já ter garantido a disponibilização de vacinas contra a dengue no SUS, a quantidade dos imunizantes só será suficiente para vacinar 10% das cidades do País.

A primeira remessa da vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, contém apenas 720 mil doses. Ao todo, nesta primeira fase, a pasta deve receber 1,32 milhão de doses do imunizante.

A primeira remessa da vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda, contém apenas 720 mil doses. Ao todo, nesta primeira fase, a pasta deve receber 1,32 milhão de doses do imunizante.

No entanto, levando em conta que o imunizante precisa de duas doses e deve ser aplicado com intervalo mínimo de três meses, foi preciso selecionar como público-alvo a faixa etária de 10 a 14 anos, que concentra o maior número de hospitalização por dengue, cerca de 16,4 mil de janeiro de 2019 a novembro de 2023, segundo o Ministério da Saúde.

Também foram selecionados pela pasta 521 municípios brasileiros que possuem maior incidência e transmissão do vírus. A vacinação já começou em pelo menos oito capitais.

A preocupação é que, com o aumento expressivo de casos, o País também registre mais mortes por casos graves da doença, que podem causar hepatite e insuficiência renal, além do quadro de dengue hemorrágica, o mais letal.

Estes já subiram 196,7% em 2024 na comparação com o ano passado, conforme o boletim do Ministério da Saúde divulgado em 20 de fevereiro. Até a publicação da matéria, o total de óbitos confirmados pela doença é de 207.

Por conta disso, foram intensificados os testes para o lançamento de uma vacina nacional, a Butantan-DV, que promete prevenir os casos graves da doença.

As pesquisas estão na terceira fase e devem ser enviadas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o processo de solicitação do registro definitivo.

A eficácia geral do imunizante é semelhante à da Qdenga (80,2%), vacina contra a doença incorporada na rede pública.

Fonte: Gov.br

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Cosmonauta russo quebra recorde de permanência no espaço https://site.tvraman.com.br/2024/02/06/cosmonauta-russo-quebra-recorde-de-permanencia-no-espaco/ https://site.tvraman.com.br/2024/02/06/cosmonauta-russo-quebra-recorde-de-permanencia-no-espaco/#respond Tue, 06 Feb 2024 12:06:31 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=13527 Em sua quinta missão na Estação Espacial Internacional, Oleg Kononenko já passou 878 dias fora da Terra. Ele completará a marca de 1.100 dias no seu retorno, programado para setembro.

FOTO DE ARQUIVO: o astronauta da CSA David Saint Jacques (esquerda), o cosmonauta russo Оleg Kononenko (centro) e a astronauta norte-americana Anne McClain (direita) em 2018 — Foto: Pavel Golovkin/AP Photo

O cosmonauta russo Oleg Kononenko estabeleceu neste domingo (04/02) um novo recorde de permanência no espaço sideral, ao superar a marca de 878 dias, 11 horas, 29 minutos e 48 segundos de seu antecessor, o russo Guennady Padalka.

Kononenko, que está na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) desde setembro, quebrou o recorde às 5h30min08s (horário de Brasília).

O russo de 59 anos está em sua quinta missão na plataforma orbital. Seu retorno à Terra é previsto para o dia 23 de setembro, quando ele terá ficado no total 1.110 dias no espaço. A marca de mil dias será atingida em 5 de junho.

À agência de notícias russa TASS, Kononenko disse que, no futuro, o homem deveria construir uma estação que seja “uma verdadeira casa espacial”, maior e mais confortável, e menos dependente da Terra. Para isso, recomendou o aperfeiçoamento dos sistemas de regeneração de água, fornecimento de oxigênio e reciclagem de detritos espaciais.

O russo voou pela primeira vez para a estação em abril de 2008, como parte da 16ª expedição e, desde então, completou seis caminhadas espaciais, somando 39 horas e 54 minutos.

Padalka, detentor do recorde agora superado, aposentou-se em 2017, aos 58 anos de idade, depois de perceber que não tinha chance de participar de uma sexta missão à ISS e chegar a mil dias no espaço.

“É uma pena. Sempre fico triste quando um homem preparado, experiente e motivado, com uma longa carreira, deixa as fileiras” dos cosmonautas, analisou à época Sergei Krikalev, diretor do programa de pilotos da Roscosmos, a agência espacial russa.

Padalka superou o recorde que era ostentado por Sergei Krikalev, de 803 dias no espaço, em 29 de junho de 2015, aumentando a marca para 878 dias durante a sua quinta missão.

FOTO DE ARQUIVO: Oleg Kononenko, de 59 anos, fez cinco viagens à Estação Espacial Internacional, desde 2008. — Foto: Pavel Golovkin/AP Photo

Vida no espaço
Kononenko afirmou que se exercitava regularmente para combater os efeitos físicos da “insidiosa” ausência de peso, mas se dava conta do que havia perdido no espaço quando retorna à Terra.

“Não me sinto privado ou isolado”, disse. “É somente quando volto para casa que percebo que, durante centenas de dias em minha ausência, as crianças cresceram sem um papai. Ninguém vai me devolver esse tempo.”
Ele disse que os cosmonautas agora podem usar chamadas de vídeo e mensagens para manter contato com os parentes, mas se preparar para cada novo voo espacial se tornou mais difícil devido aos avanços tecnológicos.

“A profissão de cosmonauta está se tornando mais complicada. Os sistemas e experimentos estão se tornando mais complicados. A preparação não ficou mais fácil”, disse. Kononenko sonhava em ir para o espaço quando criança e se matriculou em um instituto de engenharia, antes de se submeter ao treinamento de cosmonauta.

A ISS é um dos poucos projetos internacionais em que os os Estados Unidos e a Rússia ainda cooperam estreitamente. Em dezembro, a Roscosmos anunciou que um programa de voos conjuntos com a Nasa para a ISS havia sido prorrogado até 2025.

As relações em outras áreas entre os dois países foram interrompidas desde a invasão da Ucrânia pela Rússia há quase dois anos, à qual Washington respondeu enviando armas para Kiev e impondo impondo sucessivas rodadas de sanções a Moscou.

Fonte:G1

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O que é a Neuralink, de Elon Musk, e seu primeiro implante em cérebro humano https://site.tvraman.com.br/2024/01/31/o-que-e-a-neuralink-de-elon-musk-e-seu-primeiro-implante-em-cerebro-humano/ https://site.tvraman.com.br/2024/01/31/o-que-e-a-neuralink-de-elon-musk-e-seu-primeiro-implante-em-cerebro-humano/#respond Wed, 31 Jan 2024 23:47:23 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=13518 Empresa realizou primeiro implante cerebral no último domingo (28)

Foto Internet Reprodução

A Neuralink, de Elon Musk, realizou seu primeiro implante cerebral em um ser humano no último domingo (28) – um grande passo em direção à meta do bilionário de um dia permitir que as pessoas controlem computadores com suas mentes. E pela primeira vez Musk deu um nome ao dispositivo de implante.

Aqui está tudo o que você precisa saber sobre a Neuralink e o primeiro teste em humanos da empresa:

O que é Neuralink?
Neuralink é uma startup fundada por Elon Musk em 2017. Ela está tentando construir uma interface cérebro-computador que ajudaria pessoas com lesões traumáticas a operar telefones e PCs usando apenas seus pensamentos. A empresa trabalha na implantação de eletrodos no cérebro para isso.

Parece assustador. Isso já foi feito antes?
Sim. A Neuralink baseia-se em décadas de tecnologia destinada a implantar eletrodos em cérebros humanos para interpretar sinais e tratar doenças como paralisia, epilepsia e doença de Parkinson. Um dos primeiros dispositivos, conhecido como Utah array, foi demonstrado pela primeira vez em um ser humano em 2004. Muitos concorrentes entraram no jogo, incluindo Synchron e Precision Neuroscience.

Isso é legal?
A Food and Drug Administration dos EUA deu aprovação à Neuralink para ensaios clínicos em humanos em maio do ano passado, após uma série de testes de implantes em vários animais. A empresa foi fortemente criticada pelo seu trabalho cirúrgico em animais, especialmente primatas, por grupos como o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável, que afirmou que muitas dessas cirurgias deram errado.

O que há de diferente no dispositivo Neuralink?
O dispositivo Neuralink contém mais de 1.000 eletrodos, muito mais do que outros implantes. Ele tem como alvo neurônios individuais, enquanto muitos outros dispositivos em desenvolvimento têm como alvo sinais de grupos de neurônios. Se funcionar, deverá permitir um maior grau de precisão.

Como o mecanismo funciona exatamente?
O implante coloca o chip e outros componentes eletrônicos dentro do crânio do usuário, com comunicações sem fio enviando dados de sinais cerebrais para um aplicativo Neuralink, que os decodifica em ações e intenções. O carregamento também é feito sem fio. A Neuralink desenvolveu um robô cirúrgico sob medida para realizar o procedimento de implante.

O que Musk e Neuralink esperam fazer com chips cerebrais?
A Neuralink quer ajudar pessoas paralisadas, para começar. Eventualmente, Musk diz que seu dispositivo pode ajudar pessoas com perda auditiva e visual. O bilionário disse que espera que um dia o implante possa permitir objetivos futuristas, como ajudar os humanos a se fundirem com a inteligência artificial.

Como é chamado o dispositivo?
Em postagem em sua rede social na segunda-feira, Musk disse que o aparelho se chamaria Telepatia.

O que acontecerá durante o primeiro teste do cérebro humano da Neuralink?
Este teste tem como objetivo ajudar a empresa a definir o design certo para seu dispositivo. No ano passado, a Neuralink disse que realizaria 11 cirurgias este ano, embora as suas previsões tenham sido excessivamente otimistas no passado.

Quanto tempo levará este estudo?
Normalmente, esse tipo de estudo envolve de 5 a 10 pacientes e dura até um ano. O próximo passo é um estudo de viabilidade e, em seguida, um estudo fundamental, que é similar a um estudo de Fase III para um medicamento. Se tudo correr bem, provavelmente levará entre cinco anos e uma década antes da comercialização.

Fonte: Bloomberg L.P.

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4 doenças comuns eram consideradas bruxaria na Idade Média: epilepsia e mais https://site.tvraman.com.br/2023/10/31/4-doencas-comuns-eram-consideradas-bruxaria-na-idade-media-epilepsia-e-mais/ https://site.tvraman.com.br/2023/10/31/4-doencas-comuns-eram-consideradas-bruxaria-na-idade-media-epilepsia-e-mais/#respond Tue, 31 Oct 2023 05:42:48 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12881 O avanço da ciência e da medicina aumentou consideravelmente a qualidade e a expectativa de vida do ser humano e, ao mesmo tempo, colabora para enterrar alguns preconceitos. Durante a Idade Média, diversas doenças até então sem explicação eram diagnosticadas como resultado de bruxarias, feitiços ou até incorporação do diabo.

POR:
LUIZ FELIPE SILVA
PUBLICADO 14 DEZ 2017 – 04:00 AM EST | ATUALIZADO 15 MAR 2018 – 02:50 PM EDT

Tais “diagnósticos” levaram muita gente a julgamento, cujas condenações podiam chegar até a forca. Hoje, felizmente, isso não ocorre mais na maior parte do mundo.

Veja problemas de saúde que já foram motivo de perseguição:

Epilepsia

Foto Internet reprodução.

A epilepsia é uma condição neurológica que perturba a atividade elétrica do cérebro e, assim, resulta em crises convulsivas – no mundo todo, são aproximadamente 65 milhões de pessoas com este quadro. Bem, mas isso é o que sabemos hoje. Durante 300 anos, ela foi considerada oficialmente bruxaria.

O livro The Malleus Malleficarum, escrito no fim dos anos 1400 e base dos julgamentos da Inquisição até 1692, condenava os portadores de epilepsia como bruxas ou bruxos. De acordo com a Epilepsy Foundation, milhares ou até milhões de pessoas, principalmente as mulheres, foram condenadas à morte.

“Mas não há nenhuma enfermidade corporal, nem lepra ou epilepsia, que não pode ser causada por bruxas… Pois muitas vezes descobrimos que certas pessoas foram afligidas com epilepsia ou desmaios por meio de ovos que foram enterrados com cadáveres, especialmente os cadáveres das bruxas, juntamente com outras cerimônias das quais não podemos falar, particularmente quando esses ovos foram dados a uma pessoa como alimentos ou bebidas “, afirmava o livro.

Doenças mentais (como esquizofrenia)
Este é um dos casos que a barreira do preconceito ainda não foi completamente transposta. Muita gente ainda sofre com essas doenças e com os problemas sociais que elas trazem.

No país com maior taxa de suicídio das Américas (e quarto do mundo), este é um dos problemas. Uma reportagem produzida pelo jornal britânico The Guardian mostrou como na Guiana os problemas mentais são atribuídos à bruxaria e as comunidades afastam os doentes e até os agridem, em casos mais extremos.

Um artigo científico produzido pelo Instituto de Psiquiatria da Noruega afirma que “ser possuído por demônios ou espíritos malignos é uma das formas mais antigas de explicar transtornos físicos e mentais”. E alerta que este tipo de diagnóstico baseado em crenças místicas é utilizado por grupos fundamentalistas até hoje.

“Durante a Idade Média da Europa, a feitiçaria foi considerada apenas uma das várias causas de doença mental. As teorias astrológicas prevaleceram sobre as teorias da medicina. Além disso, foram feitas distinções entre excentricidade, loucura e visões e revelações religiosas. Um grande número de supostas bruxas e pessoas possuídas que foram queimadas provavelmente apresentaram distúrbios mentais visíveis”, conclui o artigo.

Delírio causado por fungos
Shiitake, shimeji e champignons são uma delícia, não? Esses cogumelos são fungos usados na alimentação humana, mas durante muito tempo sabíamos o que podíamos ou não podíamos comer apenas testando. E certamente você já ouviu falar que alguns destes alimentos podem gerar alucinações.

A rede de comunicação pública norte-americana PBS relata que casos de contaminação decorrentes dos fungos alucinógenos conhecidos como ergot (na qual há substância do LSD) eram tratados como episódios de feitiçaria. Mais que isso: este pode ter sido o gatilho para o famoso episódio das Bruxas de Salém, nos EUA.

Segundo a hipótese, os fungos contaminaram as plantações de trigo e de outros alimentos e causaram alucinações em massa na cidade de Salém, levam a um estado de histeria coletiva. Em 1692, os julgamentos de Salém levaram mais de 150 pessoas à cadeia e 25 à morte.

Encefalite letárgica
A doença é descrita pelo National Institute of Neurological Disorders and Stroke como um quadro que pode levar os paciente ao coma ou “podem experimentar movimentos oculares anormais, fraqueza do corpo superior, dores musculares, tremores, rigidez do pescoço e mudanças comportamentais, incluindo psicose”. Embora seja rara e diagnosticada somente no século 20, especula-se que seus ataques também tenham sido condenados como reações demoníacas.

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Ancestrais dos humanos coexistiram com dinossauros, diz estudo. https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/ancestrais-dos-humanos-coexistiram-com-dinossauros-diz-estudo/ https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/ancestrais-dos-humanos-coexistiram-com-dinossauros-diz-estudo/#respond Fri, 30 Jun 2023 23:45:27 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11722 De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Current Biology, nesta última terça-feira (27), ancestrais de humanos e dinossauros coexistiram durante um curto período de tempo. Os cientistas não estão falando da linhagem humana como é conhecida hoje, mas de um grupo ancestral incomum que viveu na mesma época dos dinossauros.

Uma equipe de pesquisadores das Universidades de Bristol e de Friburgo, na Alemanha, chegou ao resultado após estudar milhares de fósseis de mamíferos placentários, uma classe que incluí animais como cães, morcegos e até humanos. Os dados sugerem que eles viveram há cerca de 66 milhões, antes do asteroide chegar e causar o evento catastrófico.

Os dados moleculares dos fósseis sugerem que esses animais estavam vivos antes do evento de extinção em massa que ocorreu no período Cretáceo-Paleógeno (K-Pg). A análise confirma a existência de grupos de mamíferos placentários antes do asteroide, sugerindo que eles coexistiram com os dinossauros durante um breve período de tempo.

Apesar de acreditarem na existência de um ancestral dos humanos, os paleontólogos afirmam que o desparecimento dos dinossauros permitiu a evolução e diversificação da espécie.

“O modelo que usamos estima as idades de origem com base no momento em que as linhagens aparecem pela primeira vez no registro fóssil e no padrão de diversidade de espécies ao longo do tempo para a linhagem. Ele também pode estimar as idades de extinção com base nas últimas aparições quando o grupo está extinto”, explicou a coautora e representante da Universidade de Friburgo, Daniele Silvestro.

Humanos e dinossauros juntos?
De acordo com a principal autora do estudo e representante da Universidade de Bristol, Emily Carlisle, foram utilizados milhares de fósseis de mamíferos placentários. Desta forma, os cientistas conseguiram analisar os padrões de origem e extinção dos diferentes animais da época: assim, eles descobriram que um grupo de primatas ancestrais dos humanos evoluiu durante o período dos dinossauros.

Os cientistas afirmam que não sabem como seria a aparência dos nossos ancestrais placentários, contudo, provavelmente eles pareceriam pequenos esquilos. De qualquer forma, é importante destacar que as linhagens modernas de mamíferos placentários só começaram a surgir por conta do evento, pois estes grupos conseguiram se diversificar mais após a extinção em massa dos dinossauros.

“Infelizmente, não sabemos como seriam nossos ancestrais mamíferos placentários naquela época. Muitos dos primeiros fósseis de mamíferos placentários são criaturas bastante pequenas, como o Purgatorius — um dos primeiros ancestrais dos primatas — que era uma pequena criatura escavadora, um pouco como um musaranho. Portanto, é provável que muitos de nossos ancestrais fossem pequenos e se pareciam com esquilos”, disse Carlisle.

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Nasa sela membros da tripulação em câmara isolada para teste da missão de Marte. https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/nasa-sela-membros-da-tripulacao-em-camara-isolada-para-teste-da-missao-de-marte/ https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/nasa-sela-membros-da-tripulacao-em-camara-isolada-para-teste-da-missao-de-marte/#respond Fri, 30 Jun 2023 23:40:44 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11718 A equipe tem 4 pessoas e está no Johnson Space Center, em Houston, no Texas, de onde só sairão em 378 dias

A Nasa selou quatro pessoas em um habitat isolado no Johnson Space Center, no domingo, onde passarão o próximo ano vivendo como astronautas de Marte – a primeira de três missões projetadas para simular a experiência de Marte na Terra, enquanto a agência se prepara para a exploração humana do planeta vermelho.

O Mars Dune Alpha do Crew Health and Performance Exploration Analog (CHAPEA) é uma câmara de 1.700 pés quadrados impressa em 3D em Houston, Texas, destinada a simular suas habitações na superfície marciana.

Durante 378 dias, os pesquisadores replicarão os desafios de uma missão real a Marte, incluindo caminhadas espaciais simuladas, limitações de recursos, atrasos na comunicação e falhas de equipamentos. Os pesquisadores estudarão a tripulação e coletarão dados sobre sua saúde física e comportamental.

O Mars Dune Alpha do Crew Health and Performance Exploration Analog (CHAPEA) é uma câmara de 1.700 pés quadrados impressa em 3D em Houston, Texas

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SpaceX pretende lançar foguete mais poderoso da história nesta segunda-feira (17) https://site.tvraman.com.br/2023/04/17/spacex-pretende-lancar-foguete-mais-poderoso-da-historia-nesta-segunda-feira-17/ https://site.tvraman.com.br/2023/04/17/spacex-pretende-lancar-foguete-mais-poderoso-da-historia-nesta-segunda-feira-17/#respond Mon, 17 Apr 2023 11:55:52 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11321 Empresa de Elon Musk criou o veículo para transportar pessoas e carga em futuras missões à lua e a Marte

Reprodução / Twitter @elonmusk

A SpaceX pretende realizar nesta segunda-feira (17) o primeiro voo orbital da Starship, a nave espacial mais poderosa da história. A empresa de Elon Musk criou o veículo para transportar pessoas e carga em futuras missões à lua e a Marte.

A missão de teste está marcada para às 9h, horário de Brasília. Entretanto, a companhia já anunciou que o lançamento pode atrasar em até 2h30. Caso seja adiado, o lançamento deve ser marcado ainda para esta semana.

A expectativa é de que o voo não tripulado dure cerca de 1h30. Ele começa na Starbase, base da SpaceX em Boca Chica, no sul do Texas, e termina no Oceano Pacífico, em algum ponto próximo à costa do Havaí.

Em seu perfil no Twitter, Elon Musk demonstrou empolgação com o teste mais avançado da Starship até aqui. “Sucesso talvez, emoção com certeza”, publicou.

A Nasa já comunicou que usará a Starship para levar astronautas de volta à superfície da Lua na missão Artemis 3, que está prevista para o final de 2025.

Esta será a primeira vez que a nave faz um voo com sua configuração completa, incluindo o primeiro estágio, como é chamado o propulsor Super Heavy.

A Starship é uma nave reutilizável projetada pela SpaceX com cerca de 50 metros de altura e alcança 120 metros quando está integrada com o propulsor Super Heavy.

A SpaceX já detalhou todas as etapas previstas para a missão. Elas poderão ser alteradas, mas, a princípio, estes serão os principais momentos:

0min55s: foguete atinge o “Max Q”, como é conhecido o pico de estresse mecânico;

2min52: os dois estágios (foguete e nave) se separam e, então, o foguete começa o procedimento para pousar na água, na região do Golfo do México;

2min57: motor da Starship é acionado;

9min20: motor da Starship é desligado e nave segue na órbita terrestre;

1h17min: depois de dar uma volta no planeta, a nave deixa a órbita terrestre e começa a voltar para a atmosfera;

1h30: Starship pousa no Oceano Pacífico, próximo à costa do Havaí.

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Maior peixe do mundo é encontrado morto em Vitória (ES) https://site.tvraman.com.br/2023/04/02/maior-peixe-do-mundo-e-encontrado-morto-em-vitoria-es/ https://site.tvraman.com.br/2023/04/02/maior-peixe-do-mundo-e-encontrado-morto-em-vitoria-es/#respond Sun, 02 Apr 2023 11:42:10 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11168 Um tubarão-baleia, conhecido como o maior peixe do mundo, foi encontrado sem vida na Baía de Vitória, no Espírito Santo. A carcaça, que mede mais de 11 metros de comprimento e pesa cerca de 12 toneladas, foi rebocada para a costa na terça-feira, dia 28. A causa da morte está sendo investigada.

Maior peixe do mundo é encontrado morto em Vitória (ES)
© Fornecido por Hardcore

Moradores da região avistaram o animal boiando pela primeira vez na segunda-feira, dia 27, e acionaram o Projeto Amigos da Jubarte, que teve dificuldades em identificar a espécie devido ao fato de apenas 5% da carcaça estar visível. De acordo com Thiago Ferrari, coordenador do projeto, é possível que o animal tenha morrido há muitos dias e tenha sido trazido para dentro da baía por ventos, correntes marinhas e variação das marés.

O tubarão-baleia, também conhecido como pintadinho e cação-estrela, possui um corpo robusto com manchas e listras, uma cabeça larga e achatada característica. É o maior peixe do mundo e embora possa atingir até 20 metros de comprimento e pesar mais de 12 toneladas, esse gigante dos oceanos é um animal amigável que se alimenta de pequenos organismos, como crustáceos do plâncton, além de alguns peixes e moluscos, como as lulas. O tubarão-baleia usa uma técnica única para um animal tão grande, a sucção e a filtração, para se alimentar.

Apesar de sua aparência intimidadora, o tubarão-baleia não é um grande predador dos oceanos. Na verdade, ele é um peixe cartilaginoso, semelhante aos tubarões, e não um mamífero, como pode sugerir seu nome. Ele é considerado um dos maiores tesouros da vida marinha e, como tal, sua morte é uma perda triste e preocupante para o ecossistema local. As autoridades estão trabalhando para determinar a causa da morte deste majestoso animal.

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Um único arranhão em panelas antiaderentes pode colocar sua saúde em risco com substâncias tóxicas, diz estudo https://site.tvraman.com.br/2023/03/03/um-unico-arranhao-em-panelas-antiaderentes-pode-colocar-sua-saude-em-risco-com-substancias-toxicas-diz-estudo/ https://site.tvraman.com.br/2023/03/03/um-unico-arranhao-em-panelas-antiaderentes-pode-colocar-sua-saude-em-risco-com-substancias-toxicas-diz-estudo/#respond Fri, 03 Mar 2023 15:02:38 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11126 Segundo a pesquisa, um risco de apenas 5 centímetros é suficiente para causar danos à saúde com os chamados “produtos químicos eternos” associados ao câncer, autismo e infertilidade
por: Jornal Ciência

Foto reprodução Internet!

De acordo com um recente estudo australiano, um único arranhão de 5 centímetros em uma panela antiaderente pode liberar no alimento, e dentro de sua casa, milhões de partículas tóxicas de microplásticos.

Através de ondas de luz que medem partículas microscópicas, os cientistas conseguiram constatar uma “explosão de pequenas toxinas” que ocorre em um arranhão — algo que os pesquisadores consideram como preocupante.

Quando você utiliza qualquer utensílio de metal em panelas antiaderentes e faz um arranhão, até 2,3 milhões de microplásticos tóxicos são liberados, de acordo com o estudo que levou em consideração panelas revestidas com Teflon.

De acordo com Jonatan Kleimar, consultor da ChemSec — organização sem fins lucrativos da Suécia que defende o uso seguro de produtos químicos — o Teflon contém a classe de substâncias chamadas de PFAS (compostos per e polifluorados).

Esta classe contém os chamados “produtos químicos eternos ou para sempre”, apelidados assim porque as substâncias que fazem parte deste grupo possuem capacidade extraordinária de permanecer no corpo, na água, na poeira, na natureza, lençóis freáticos e até na corrente sanguínea.

Ao total, existem mais de 4.700 substâncias que entram na lista da classe dos PFAS. Elas são tão presentes no nosso cotidiano que são usadas em centenas de produtos industriais ao redor do mundo. Segundo o jornal Daily Mail, um estudo de 2020 mostrou que 99% dos norte-americanos têm níveis detectáveis destes compostos no sangue. Nos últimos anos, tais substâncias estão sendo associadas com autismo, infertilidade e vários tipos de câncer.

A atual pesquisa, que foi publicada na Science of The Total Environment, foi chefiada por Cheng Fang, cientista da Universidade de Newcastle, na Austrália.

Pesquisa publicada na Science of The Total Environment

“Dado o fato de PFAS ser uma grande preocupação, essas micropartículas de Teflon em nossos alimentos podem ser um problema de saúde, então precisa ser investigado, porque nós não sabemos muito sobre esses contaminantes emergentes”, disse Fang ao Daily Mail.

“Mais pesquisas são recomendadas para abordar a avaliação de risco dos microplásticos e nanoplásticos de Teflon, uma vez que o Teflon é um membro da família de PFAS”, diz o cientista.

O jornal Daily Mail abordou o tema dizendo que o Teflon é considerado um “gigante industrial” porque faz parte do revestimento de grande parte dos utensílios antiaderentes utilizados nas cozinhas, além de outras aplicações. O revestimento antiaderente chamado Teflon tem nome químico politetrafluoretileno (PTFE), e é um tipo de PFAS.

PFAS e seus perigos ocultos
Pesquisas anteriores já mostraram que pessoas expostas a “produtos químicos para sempre” na juventude podem ter o desenvolvimento social e físico afetados à medida que envelhecem.

Após ingerir, produtos químicos como os PFAS permanecem muitos anos no corpo humano e saem vagarosamente na urina. Alguns cientistas calculam que o processo pode levar 10 anos a partir da primeira ingestão, mas jamais se decompõem no meio ambiente.

Um estudo da Universidade do Texas, ano passado, descobriu que crianças expostas aos diversos tipos de PFAS que existem, quando ainda estão no útero, eram mais propensas a desenvolver autismo. Exposição a longo prazo aumenta risco de câncer de rim, testículos, ovário, próstata, tireoide e medula óssea quando atingem a idade adulta.

Vários outros estudos independentes de estados norte-americanos, incluindo o estado do Maine, foram usados para proibir o uso de PFAS em objetos do cotidiano como roupas e roupas de cama. Alguns cientistas temem que esses produtos químicos perigosos e “eternos” sejam tão prevalentes na vida, que seja impossível evitá-los totalmente.

“É muito difícil encontrar uma saída para a exposição aos PFAS. Você pode se livrar de um produto, mas a coisa que você substituirá também [possivelmente] terá PFAS”, diz Sydney Evans, da Environmental Working Group.

Qual o problema com o Teflon?
O famoso Teflon (marca comercial registrada) é uma substância química, grande aliada dos amantes da cozinha desde que foi patenteada pela empresa norte-americana DuPont em 1941. A substância em si foi considerada uma revolução à época, sendo usado até pela NASA nos trajes espaciais dos astronautas como um “escudo térmico” na década de 1960.

O composto foi inventado para ser usado em geladeiras, mas acabou indo parar no revestimento de panelas e em dezenas de materiais, incluindo no sangue de 98% das pessoas pesquisadas em um estudo de 2007, de acordo com afirmação da revista Superinteressante.

O Teflon (abreviado como PTFE) é degradado pelo calor excessivo, ocorrendo dissolução de várias substâncias tóxicas, incluindo gases corrosivos e letais, além de PFIB (perfluoroisobuteno), uma substância altamente tóxica capaz de permanecer por longos períodos nos ambientes.

O politetrafluoretileno (Teflon) é, na verdade, o que dá o poder antiaderente ao objeto. É um tipo de “plástico” transparente que reveste as panelas de metal para dar aspecto ceroso, repelindo a água e tornando as superfícies fáceis de limpar e não grudar.

Mas, segundo a médica Dra. Suzanne Fenton, endocrinologista reprodutiva do National Institute of Environmental Health Sciences, dos EUA, o problema em si é quando o Teflon é aquecido demais. Esta é a grande preocupação dos cientistas. “Quando as panelas são superaquecidas, o revestimento de PTFE começa a se desintegrar”, segundo ela. É justamente aí que substâncias e gases tóxicos são liberados.

De acordo com informações do Environmental Working Group, o Teflon é capaz de permanecer em nosso organismo por longos períodos, provocando danos ao fígado e à tireoide.

Panelas de Teflon extremamente arranhadas são uma das maiores fontes de contaminação química dos alimentos que estamos cozinhando, por soltar fragmentos da substância.

O caso da produção de Teflon usando ácido tóxico
A Agência Americana de Proteção Ambiental já havia confirmado, anos atrás, que uma das substâncias usadas na antiga produção do Teflon, era o ácido perfluorooctanóico (PFOA), com potencial comprovado de risco de câncer — afirmação da American Cancer Society.

O ácido perfluorooctanóico (PFOA) era usado na produção do Teflon pela DuPont para dar estabilidade durante o processo de polimerização e formação do Teflon em si. Os documentos de arquivos sigilosos expostos, de acordo com a revista Superinteressante, afirmam que a DuPont, através de relatórios médicos, estudos internos e anotações privadas dos cientistas da empresa, sabia que o ácido perfluorooctanóico (PFOA) era tóxico.

Este ácido é uma substância tão estável quimicamente que, muito provavelmente, ainda existirá no planeta Terra quando a humanidade deixar de existir.

No ano de 1961, os cientistas da DuPont sabiam que o ácido poderia aumentar o fígado em ratos e coelhos. Em 1962, a empresa pediu que funcionários fumassem cigarros contendo o ácido, para avaliar o nível de toxicidade: a maior parte foi parar no hospital. Mas, a produção de Teflon, usando o ácido, continuou.

Após 10 anos, uma nova investigação da empresa mostrou que seus funcionários, envolvidos na produção do Teflon, tinham altas concentrações do ácido perfluorooctanóico (PFOA) no sangue, mas nada foi feito.

Quem produzia o ácido perfluorooctanóico (PFOA) e vendia a substância para a DuPont, era a multinacional 3M. A empresa 3M chegou a alertar a DuPont que o PFOA tinha potencial de causar câncer e mutações em ratos — especialmente fêmeas prenhas, que geravam filhotes com malformação nos olhos.

Após isso, a DuPont afastou mulheres jovens da linha de produção do Teflon, mas não deu explicações sobre o motivo. Infelizmente, algumas crianças filhas de mulheres da fábrica nasceram com malformação de olhos e narinas.

Relatórios mostram que esta informação foi mantida em sigilo por 40 anos e só foi revelada após um processo judicial movido por um fazendeiro — que acabou morrendo de câncer em 2010 — tornando-se uma longa reportagem no jornal The New York Times, além da produção do filme “Dark Waters: O Preço da Verdade”, de 2019, baseado nos fatos apresentados pelo jornal.

No ano de 2015, panelas de Teflon usando o ácido perfluorooctanóico (PFOA) foram proibidas de serem produzidas. Mesmo assim, as panelas contendo o material anterior ao ano da proibição oferecem risco à saúde, já que milhões de pessoas, possivelmente, têm panelas com Teflon antigo, de acordo com a revista Reader’s Digest, tendo a necessidade de serem jogadas fora quando arranhadas.

Embora seja raro alguém inalar os vapores tóxicos da panela revestida de Teflon por aquecimento excessivo, isso pode acontecer, e provocar a chamada “febre dos vapores de polímero”, “febre polimérica” ou informalmente “gripe Teflon” — doença que gera sintomas como falta de ar, moleza, fraqueza e febre alta em alguns casos.

Na verdade, os gases liberados são tão prejudiciais e tóxicos que há registros, segundo a revista on-line Live Science, de lâmpadas revestidas com Teflon antigo que, após aquecidas, eliminaram aviários inteiras.

O Teflon, atualmente, é seguro?
A gigante química Dupont, em 2017, fechou acordo em um processo judicial no valor de US$ 670 milhões — mais de R$ 3,3 bilhões — por seu papel na contaminação da água potável com ácido perfluorooctanóico (PFOA), em Mid-Ohio Valley, EUA.

Um processo judicial, uma ação coletiva de 2004, na mesma região/área, desencadeou estudos científicos que descobriram que o ácido PFOA estava ligado ao câncer e ao comprometimento da função imunológica, mesmo em pequenas doses, de acordo com dados apurados pelo portal CNET.

Todos estes acontecimentos tiveram forte impacto entre os fabricantes de panelas antiaderentes. A maioria decidiu parar de usar Teflon no revestimento de seus produtos por volta de 2002.

“Em 2006, a DuPont assumiu o compromisso de eliminar o uso de PFOA, o que alcançamos em 2015”, afirma nota da empresa à Superinteressante, no ano de 2020. Mas, o Teflon fabricado com PFOA não foi oficialmente proibido nos Estados Unidos até 2014. A Europa foi mais severa e proibiu antes, em 2008.

Isso significa que se você possui panelas antiaderentes de Teflon de 2013 ou anterior, há uma chance de conter ácido perfluorooctanóico (PFOA). Em geral, o consumidor usa panelas antiaderentes por 9 anos, mas muitos não se preocupam com a troca e usam por tempo indeterminado.

Se não tiver certeza sobre a data de fabricação, provavelmente é melhor substituir qualquer panela ou frigideira revestida de Teflon antigo, caso possa fazê-lo.

Foto Reprodução Internet!

Devo descartar minhas panelas?
Para a Dra. Fenton, o melhor a fazer é descartar panelas de Teflon que estejam arranhadas. Como médica endocrinologista, ela ressalta que os piores cenários de uso de panelas desgastadas são para as grávidas, mulheres que amamentam ou que cozinham alimentos para crianças.

Ela é categórica em afirmar que o politetrafluoretileno (Teflon) tem ligação direta e comprovada com problemas de desenvolvimento infantil, sendo considerado uma substância com poder de desregular nosso sistema endócrino, interferindo diretamente nos hormônios do nosso corpo.

Como escolher antiaderentes sem PFOA?
Os EUA proibiram todas as panelas antiaderentes de serem fabricadas com materiais contendo o ácido PFOA. Outros países e blocos, como a União Europeia, também proibiram, mas existem muitos outros onde a fabricação é livre. Panelas contendo revestimento produzido com ácido PFOA são livres em grandes fabricantes e exportadores mundiais, como a China, vendendo para várias partes do mundo.

Para não ser exposto aos produtos químicos e tóxicos que panelas podem transferir aos alimentos durante o cozimento, procure sempre por selos, adesivos ou afirmações na embalagem com o indicativo LIVRE DE PFOA. Isso garante que a panela não contém a substância.

Quais as melhores?
Após os escândalos envolvendo os revestimentos antigos de Teflon, alternativas mais amigáveis à saúde surgiram, como panelas 100% cerâmicas, ferro fundido, aço inoxidável, aço inoxidável cirúrgico e vidro.

Sobre as panelas de cerâmica, é importante saber se são completamente feitas de cerâmica ou apenas revestidas. Se forem somente revestidas, há necessidade de troca das panelas quando a cerâmica começar a rachar e sofrer arranhões, já que após isso podem liberar chumbo e cádmio em seu alimento, sendo igualmente tóxicos à saúde.

Fonte(s): Daily Mail / Science of The Total Environment / Dr. Ferrari / American Cancer Society / Reader’s Digest / Health Line / Live Science / CNET / Incrível / Super Interessante / C8 Science Panel / Universidade do Texas Imagens: Reprodução / Redes Sociais

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