Mundo – TV Raman https://site.tvraman.com.br Emissora de Radio e TV Mon, 04 Dec 2023 13:24:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://site.tvraman.com.br/wp-content/uploads/2023/12/cropped-novalogo-32x32.png Mundo – TV Raman https://site.tvraman.com.br 32 32 Buraco na camada de ozônio não está se regenerando. Alerta! https://site.tvraman.com.br/2023/12/04/buraco-na-camada-de-ozonio-nao-esta-se-regenerando-alerta/ https://site.tvraman.com.br/2023/12/04/buraco-na-camada-de-ozonio-nao-esta-se-regenerando-alerta/#respond Mon, 04 Dec 2023 13:24:13 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12930 O buraco da camada de ozônio está aumentando, diferente do que se chegou a imaginar. Os cientistas buscam entender o que impede a regeneração dessa barreira

Segundo estimativas da Agência Espacial Europeia (AEE), o buraco na camada de ozônio, localizado no topo da Antártida, ficou três vezes maior do que o Brasil, atingindo um de seus maiores tamanhos já registrados, com 26 milhões de km² no último dia 16. O monitoramento foi feito pelo satélite Copernicus Sentinel-5P.

O Copernicus Sentinel-5P, lançando em 2017, é o primeiro satélite Copernicus dedicado ao monitoramento da atmosfera, utilizando um espectrômetro avançado chamado Tropomi, capaz de notar as assinaturas de gases atmosféricos em diversas faixas do espectro eletromagnético. É com as leituras do ozônio feitas por ele, processadas em centros aeroespaciais em terra, que descobrimos como está a camada de proteção contra os raios ultravioleta.

Copernicus Sentinel-5p/European Space Agency

Por que o buraco da camada de ozônio está tão grande?
A variação de tamanho da camada de ozônio depende, principalmente, da força dos ventos estratosféricos que fluem para a região antártica. Eles são consequência da rotação da Terra e da diferença de temperatura entre as latitudes médias e polares — quanto maior a diferença, pior é a rarefação. Caso os ventos sejam fortes, uma barreira se forma, impedindo a troca entre as massas de ar polares e temperadas. Isoladas, as massas de ar sobre as latitudes polares esfriam durante o inverno.

Os cientistas da AEE consideram ser cedo para cravar os motivos das concentrações baixas de ozônio, mas acredita-se que a erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, em janeiro de 2022, e incêndios na Austrália tenham influenciado consideravelmente a camada de ozônio. Isso jogou muito vapor de água na estratosfera, chegando na região polar sul apenas no final do ano passado. Com isso, a quantidade de nuvens polares aumentou, onde clorofluorcarbonetos reagem e aceleram a rarefação de ozônio.

Lembrando que a quantidade de clorofluorcarbonetos em refrigeradores e aerossóis nos anos 1970 e 1980 foi o que causou o buraco na camada de ozônio, levando ao banimento e descontinuação de sua produção com o Protocolo de Montreal, em 1987. Com isso, espera-se que a camada se recupere e atinja o estado normal em 2050. No entanto, algumas substâncias de uso humano, como o bromofórmio, seguem ameaçando a recuperação dessa proteção natural.

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O calor mata 15 milhões de pessoas ao ano, afirma OMS; entenda e saiba como se defender https://site.tvraman.com.br/2023/11/16/o-calor-mata-15-milhoes-de-pessoas-ao-ano-afirma-oms-entenda-e-saiba-como-se-defender/ https://site.tvraman.com.br/2023/11/16/o-calor-mata-15-milhoes-de-pessoas-ao-ano-afirma-oms-entenda-e-saiba-como-se-defender/#respond Thu, 16 Nov 2023 23:35:24 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12914 Altas temperaturas já começam a se refletir nos atendimentos de emergência da rede pública

Por Ana Lúcia Azevedo / Bem Estar

UPA de Senador Camará, onde calor já motiva atendimentos — Foto: Hermes de Paula

O Brasil entra hoje no período de intensificação daquela que ameaça ser a pior onda de calor já registrada em território nacional sob um alerta de saúde pública. Um recém-publicado relatório conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) destaca que o calor se tornou um dos maiores problemas de saúde da Humanidade e mata cerca de 15 milhões de pessoas por ano no mundo.

Morre mais gente em decorrência de complicações do calor do que de todos os demais extremos climáticos combinados e a tendência é de mais calor, adoecimento e morte. Já é dado como certo que este será o ano mais quente da História, sob a influência de mudanças climáticas combinadas a um El Niño que se fortalece a cada dia e vai durar pelo menos até abril de 2024, segundo análise desta semana da OMM.

Nada menos que um quarto da Humanidade foi exposto a níveis perigosos de calor nos últimos 12 meses, o período mais quente dos últimos 125 mil anos, segundo a instituição Climate Central.

O relatório informa que entre 2000 e 2019, o calor matou 489 mil pessoas por ano no mundo. Mas as organizações destacam que esse número é subestimado, pois a mortalidade associada ao calor não é corretamente notificada na maioria dos países. O relatório diz que o número real de mortes é, no mínimo, 30 vezes maior.

Isso significa que pelo menos 14.670.000 pessoas morrem por ano de calor no mundo. E isso sem considerar os extremos registrados em 2022 e este ano. Em 22, uma única onda de calor matou 60 mil pessoas na Europa.

Além disso, as ondas de calor também mudam a química da atmosfera e exacerbam a poluição do ar. Esta, por sua vez, é responsável por outras sete milhões de mortes por ano no mundo.

Quase sempre, o calor mata porque agrava doenças pré-existentes. E também porque é negligenciado, alertam cientistas. O brasileiro se acha acostumado. E não se protege de temperaturas superiores à tolerância humana, advertem médicos e biometeorologistas.

Foto Reprodução Internet.

O perigo, não importa a idade e a boa saúde, começa quando a temperatura do ar supera a do corpo humano, de cerca de 36,5 graus Celsius, explica Fábio Gonçalves, professor de biometeorologia da Universidade de São Paulo (USP). Acima dessa temperatura, o corpo fica sobrecarregado para se manter em equilíbrio.

E temperaturas acima de 36,5 graus Celsius estão previstas hoje e para os próximos dias para os estados do Sudeste, Centro-Oeste, Norte, Nordeste e parte do Sul pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Os mais atingidos devem ser São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, com temperaturas 5°C acima da média de novembro, que já é elevada. Isso significa que algumas cidades podem chegar a 45°C. O recorde até agora no Brasil é de Nova Maringá (MT), com 44,8°C, em novembro de 2020.

Esta onda de calor chama atenção pela dimensão da área atingida, pela intensidade e a duração, pois pode se prolongar por dez dias ou mais em alguns lugares. E quanto maior o tempo de exposição, maior o risco.

Os efeitos do calor e o desconhecimento do risco pela população são visíveis, por exemplo, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de bairros quentes do Rio de Janeiro, onde as temperaturas devem superar os 40°C nos próximos dias.

A maioria das pessoas que buscam atendimento para uma série de complicações chega muito desidratada e com sinais de exaustão por calor, afirma a médica da UPA municipal de Senador Camará Patrícia Lopes Teixeira, responsável pelos casos mais graves.

Essa UPA atende, em média, mais de 500 pacientes por dia. São moradores de Bangu, Santíssimo, Realengo e Campo Grande, bairros conhecidos pelas temperaturas extremamente elevadas. Mas, dizem os médicos, quase ninguém acha que o calor os adoeceu. Só que o mundo agora aquece mais depressa do que em qualquer momento da história, frisam a OMS e a OMM.

O coordenador médico da UPA, Marco Antônio Martins, afirma que está no momento de a medicina mudar os protocolos de atendimento.

— É praxe perguntar se a pessoa toma remédios, se teve algum contratempo, se é hipertensa ou diabética. Mas o calor não costuma ser considerado. Deve passar a ser — reconhece ele.

Martins diz que existe gente que melhora um pouco só de entrar no ambiente refrigerado da UPA.

Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são mais sensíveis. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.

Mas nem os jovens escapam da fervura. Com apenas 18 anos, o atendente de escritório Iago Braz, nascido e criado em Bangu, sinônimo de calor no Rio, se achava acostumado. Chegou na UPA quase desfalecido. Ele ia para o trabalho em Deodoro. Começou a se sentir mal no ponto de ônibus, na baldeação da estação de trem, sem ar condicionado, a visão ficou turva e o ar faltou.

— Estou assustado. Achei que a ia morrer, não conseguia respirar direito, minha cabeça parecia que ia explodir. Entrei em pânico. Nunca imaginei que poderia morrer de calor. Mas esse nosso tempo não é normal, é um pesadelo — afirmou logo após se reidratado e melhorar.

O caso de Braz era de início de um colapso por calor, condição conhecida em inglês como heatstroke, mas sem nome definido em português. A falta de noção do perigo é tão grande, que mesmo com o termômetro na casa dos 36°C, mães ainda chegavam na UPA com recém-nascidos enrolados em mantas de lã. E ainda com a recomendação de enfermeiras para que tirassem a manta, elas hesitavam.

— Muita gente ignora o perigo do calor extremo — lamenta Martins.

Teixeira se preocupa sobretudo com os idosos, cuja sensação de sede por vezes é falha.

Muitos chegam aqui com desidratação gravíssima e risco de morrer. A pele seca e os vasos sanguíneos tão ressecados que é difícil até achar um acesso para dar soro. O cuidado com o idoso no calor é essencial. Mas todo mundo precisa estar atento. A pessoa fica no sol quente na rua, sente dor de cabeça e não entende que é um sinal de desidratação e que seu corpo começa a falhar. Tudo piora no calor — enfatiza a médica.

Segundo ela, cardiopatas, diabéticos e doentes renais precisam se cuidar ainda mais.

— A verdade é que quase ninguém chega aqui dizendo que está passando mal de calor. São queixas como “estou tonto”, “não consigo urinar”, e mesmo dor de cabeça, lombar, vertigem, picos de pressão, gastroenterite, crise de cálculo renal. O calor é um inimigo particularmente perigoso porque não é reconhecido. Muita gente poderia não passar tão mal se cuidasse mais, por exemplo, da hidratação e tivesse acesso à refrigeração — salienta Teixeira.

Como se proteger
Médicos e biometeorologistas são unânimes em alertar que a pior coisa que se pode fazer é subestimar os perigos do calor e se considerar acostumado a ele. A seguir, especialistas explicam riscos e medidas de proteção.

ADAPTAÇÃO: É limitada e não evita tormento. É possível conseguir certa tolerância após dias de exposição a temperaturas elevadas até 35°C. Mas Fabio Gonçalves, da USP, diz que é impossível se adaptar a temperaturas na casa dos 40°C. A ideia de adaptação dos habitantes de trópicos é mais uma crença, sem base em dados. Bastam algumas horas no ar condicionado para a adaptação ser perdida porque a termorregulação do corpo é desequilibrada pela radical variação de temperatura.

DOENÇA E MORTE: Dificilmente o atestado de óbito indica que uma pessoa morreu de calor. O motivo declarado pode ser um AVC, um infarto. Vítimas frequentes são pessoas com doenças crônicas, como pacientes renais e diabéticos. Mas quem deflagra uma crise é a temperatura extrema, que faz com que muita gente morra antes da hora.

PANE: O calor agrava condições pré-existentes de saúde porque estressa todo o organismo. E mesmo pessoas saudáveis podem sofrer complicações, se expostas a temperaturas extremas por períodos prolongados. Um estudo da Universidade do Havaí identificou 27 distúrbios pelos quais o calor pode matar ao prejudicar pelo menos cinco mecanismos fisiológicos diferentes.

CURTO-CIRCUITO: Sob estresse térmico, o coração começa a trabalhar freneticamente para bombear o maior volume de sangue possível para a pele e, assim, eliminar calor. A pessoa se sente cansada, ofegante. E a pele seca. Rins, cérebro e demais órgãos internos sofrem com a redução do sangue e do oxigênio. O cérebro reduz a atividade para tentar se resfriar. A consciência começa a diminuir e a visão fica turva. Se a temperatura corporal continuar a subir, a pessoa pode colapsar e morrer porque ocorrem danos cerebrais e falhas nos órgãos.

PERIGO: A exaustão acontece quando a temperatura supera a capacidade de resfriamento. Os primeiros sinais costumam ser pele avermelhada e seca, cansaço, tonteira, náuseas e enjoo.

DESIDRATAÇÃO: O corpo precisa de água para suar e evitar superaquecer. Em dias excepcionalmente quentes, uma pessoa pode suar até dez litros. O sangue fica viscoso. E isso afeta o funcionamento de rins e coração, que precisam fazer esforço extra. A desidratação provoca vasoconstrição, que traz risco de trombose e de derrame. Não se deve esperar ter sede para beber água. Se manter hidratado ajuda, mas não impede o superaquecimento do organismo quando o calor é extremo.

ALERTA: A urina é um bom indicador da hidratação. Quanto mais escura, pior.

LIMITES DO CORPO: Com a temperatura igual ou superior a 37°C com mais de 70% de umidade do ar qualquer pessoa pode começar a ter problemas de saúde, afirma Gonçalves. E cientistas estimam qualquer um passará mal se permanecer mais do que seis horas a 45°C com 50% de umidade, com sensação térmica de 71°C. Segundo estudos deste ano, alguns lugares do mundo têm registrado valores térmicos acima desse limite de risco. Por sorte, a atual onda de calor tende a ser seca.

ATENÇÃO: Não é preciso chegar a 40°C para haver risco. Estudos do grupo de Paulo Saldiva, da USP, revelaram que quando o termômetro supera os 29°C na cidade de São Paulo, aumenta em 50% o número de mortes por causas naturais.

EXERCÍCIO: Deve ser evitado nas horas mais quentes e jamais ser feito ao sol. Ele pode aumentar em até 15 vezes o calor produzido pelo próprio corpo transformando o organismo numa fornalha. Apenas 20% da energia gasta para movimentar um músculo é usada na contração propriamente dita. Os outros 80% o corpo gasta para liberar o calor.

ROUPAS: O ideal seria não usar nada, mas como não é aceitável andar nu ou seminu, é preciso evitar roupas escuras, forradas, apertadas, fechadas e de tecidos que não sejam respiráveis. A cardiologista Fabíula Schwartz, do time de especialistas da Maratona do Rio e autora de trabalhos sobre os perigos do calor, diz que nos esportes, nada de roupas de compressão. Ao comprimir vasos que precisam se dilatar, elas aumentam o desconforto e o risco para a saúde. Compressão é para climas frios. Chapéu e óculos escuros são indispensáveis.

AR CONDICIONADO: Ele é herói e bandido. A OMS diz que apenas ambientes refrigerados são seguros para a saúde em dias de calor extremo. É unanimidade entre especialistas que o ar condicionado protege contra os efeitos negativos do calor e a única forma de manter um ambiente numa zona sem risco para a saúde. Mas no Brasil só 13,91% dos domicílios têm ar condicionado. E o aparelho aumenta o gasto de energia e, assim, as emissões de gases-estufa.

VENTILADOR: Ele só refresca quando a temperatura é de até cerca de 38°C. Porém, consome cerca de 50 vezes menos energia elétrica do que o ar condicionado.

PRIORIDADES: Não é a cabeça, como se costuma imagina, e sim as mãos e o torso os pontos essenciais para amenizar o calor. As mãos porque têm grande concentração de glândulas sudoríparas e o torso porque tem maior superfície.

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Maria Carolina, a princesa brasileira morta pelos nazistas em câmara de gás https://site.tvraman.com.br/2023/10/20/maria-carolina-a-princesa-brasileira-morta-pelos-nazistas-em-camara-de-gas/ https://site.tvraman.com.br/2023/10/20/maria-carolina-a-princesa-brasileira-morta-pelos-nazistas-em-camara-de-gas/#respond Fri, 20 Oct 2023 13:55:00 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12844

Maria Carolina, a princesa brasileira morta pelos nazistas em câmara de gás
© Domínio público

O historiador Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança tinha sete anos quando as tropas de Hitler invadiram a Áustria, em 12 de março de 1938. Aos 91, ele não se esquece do semblante de preocupação de sua tia, a princesa Maria Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança (1899-1941).

Ela e a mãe de Carlos, Teresa Cristina (1902-1990), são bisnetas do imperador Pedro 2º (1825-1891).

Elas são filhas do príncipe Augusto Leopoldo (1867-1922), filho da princesa Leopoldina (1847-1871). Leopoldina é, por sua vez, a segunda filha de Pedro 2º e Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias (1822-1889).

Ao todo, o príncipe Augusto e a mulher, a arquiduquesa Carolina da Áustria-Toscana (1869-1945), tiveram oito filhos: Augusto (1895-1909), Clementina (1897-1975), Maria Carolina, Rainer (1900-1945), Filipe (1901-1985), Teresa Cristina, Leopoldina (1905-1978) e Ernesto (1907-1978).

A história da princesa Maria Carolina é contada num dos totens do Memorial às Vítimas do Holocausto, no Rio de Janeiro
© Divulgação

Desses, pelo menos três nasceram com problemas mentais, provavelmente de origem genética: Augusto, Maria Carolina e Leopoldina.

No caso da terceira filha do casal, acredita-se que, além da deficiência mental, ela teria contraído poliomielite. Quem afirma isso é sua sobrinha, Maria Amélia, filha da princesa Clementina, em seu livro de memórias.
Naquele 12 de março de 1938, Maria Carolina não poderia imaginar que apenas três anos depois, no dia 6 de junho de 1941, ela seria morta pelas mãos dos nazistas numa câmara de gás do Castelo de Hartheim, na Áustria.

Tinha 42 anos.

“Minha tia foi barbaramente eliminada por duas razões: era declaradamente antinazista e tinha uma doença incurável”, recorda o sobrinho da princesa, autor de livros como Dom Pedro 2º na Alemanha (Editora Senac, 2014). “O regime eliminou uma inimiga com a desculpa de que ela era inútil e demente”.

Os irmãos Maria Carolina, Augusto Leopoldo, Clementina, Augusto, Rainer e Carolina
© Museu Imperial Ibram MinC

Condenados ao esquecimento

A princesa Maria Carolina nasceu no dia 10 de janeiro de 1899, na cidade de Pula, antigo Império Austro-Húngaro, atual Croácia. Seu nome completo é Maria Carolina Filomena Ignácia Paulina Josefa Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Saxe-Coburgo e Bragança.

Por parte de pai, Maria Carolina era bisneta de Dom Pedro 2º, o último imperador do Brasil, e trineta de Dom Pedro 1º, o primeiro imperador brasileiro.

Maria Carolina no colo da mãe, entre Clementina e Augusto
© Museu Imperial Ibram MinC

Seu pai, Augusto, nasceu em Petrópolis (RJ), no dia 6 de dezembro de 1867, mas, com a morte do avô, Dom Pedro 2º, no dia 5 de dezembro de 1891, passou a morar em Viena.

Foi lá que se casou, no dia 30 de maio de 1894, com a arquiduquesa Carolina, no Palácio Imperial de Hofburg. O casal teve oito filhos.

A família de Augusto e Carolina morou, entre outros endereços, nos castelos Gerasdorf e Schladming, distantes 16 e 345 quilômetros de Viena, a capital da Áustria.

Dom Augusto morreu em 11 de outubro de 1922, aos 54 anos, sem realizar o sonho de, um dia, regressar ao Brasil.

A Lei do Banimento, que impedia a família imperial de colocar os pés no país, vigorou de 21 de dezembro de 1889, por ocasião da Proclamação da República, a 3 de setembro de 1920, já no governo do presidente Epitácio Pessoa.

“Os brasileiros conhecem muito pouco a história da princesa Maria Carolina porque ela nasceu no exílio”, explica a historiadora Astrid Beatriz Bodstein, idealizadora do perfil Royalty and Protocol no Instagram. “Não bastasse, a grande imprensa boicotava toda e qualquer notícia sobre a família imperial. Ela praticamente viveu nas sombras”.

Segundo Bodstein, o príncipe Augusto Leopoldo até pensou em visitar o Brasil por ocasião das comemorações do centenário da Independência, em 1922, mas, adoeceu e morreu logo depois. A primeira integrante do ramo da família Saxe-Coburgo e Bragança a conhecer o país foi a princesa Teresa Cristina já na década de 1930.

O Castelo da Morte

Em 1938, por recomendação de Filipe, o quinto filho da família Saxe-Coburgo e Bragança, sua mãe, Carolina, mudou-se para Budapeste, na Hungria, com a filha, Leopoldina.

Em setembro daquele mesmo ano, seis meses depois da anexação da Áustria pela Alemanha, Maria Carolina foi transferida para um hospital psiquiátrico em Schladming, onde a família residia desde 1918.

A princesa já tinha sido internada, entre outras instituições, em uma casa de repouso em Salzburgo e em um sanatório público em Niedernhart.

“Muitos pais, sob a ameaça de perder a custódia de seus filhos, foram pressionados a mandá-los para supostos asilos e hospitais psiquiátricos”, afirma a historiadora Sabrina Ribeiro, criadora do canal Apaixonados por História no YouTube. “Segundo as leis do regime nazista, pessoas ‘suspeitas’ de doenças hereditárias, ou ‘vidas indignas de serem vividas’, como diziam na época, deveriam ser exterminadas”.

Médicos nazistas, em vez de tratar os pacientes, entregavam os considerados incuráveis, seja por terem deficiências físicas, seja por apresentarem transtornos psiquiátricos, à morte.

No dia 6 de junho de 1941, o hospital de Schladming foi invadido por soldados alemães. Os pacientes — entre eles, Maria Carolina — foram transportados, em veículos apelidados de “ônibus da morte”, para o Castelo de Hartheim.

O Castelo de Hartheim, onde Maria Carolina foi morta
© United States Holocaust Memorial Museum

Assim que chegaram ao centro de extermínio, os pacientes que tinham dentes ou obturações de ouro eram marcados pelos guardas. Depois de sua morte, tais objetos de valor seriam extraídos.

Hartheim era um dos seis centros de extermínio existentes na época. Os outros cinco eram Bernburg, Brandenburg, Grafeneck, Hadamar e Sonnenstein. Neles, os pacientes eram mortos por envenenamento a gás — monóxido de carbono ou cianeto de hidrogênio — ou com injeção letal.

“Na hierarquia da memória, os deficientes físicos e mentais ocupam o último lugar”, afirma a pesquisadora Esther Mucznik, presidente da Associação Memória e Ensino do Holocausto (Memoshoá), em Lisboa. “E ocupam o último lugar, não só pelo apagamento de vestígios, mas, porque, ao contrário de outras vítimas do Shoah, como judeus, ciganos e homossexuais, não tinham representantes ou porta-vozes”.

No mesmo dia em que chegou a Hartheim, 6 de junho de 1941, a princesa Maria Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança foi executada, completamente nua, numa câmara de gás disfarçada de banheiro. Dos chuveiros, não saía água, mas gás letal. Da inalação ao óbito, a vítima, calculam os historiadores, não durava mais do que 20 minutos…

Horário de sua morte: 3h40.

Estima-se que, entre maio de 1940 e agosto de 1941, 18,2 mil pacientes tenham sido executados em Hartheim — média de 40 por dia. Não por acaso, o centro de extermínio ganhou o macabro apelido de “Castelo da Morte”.

O corpo de Maria Carolina foi incinerado em um crematório dentro do próprio castelo e suas cinzas supostamente guardadas na cripta da família na paróquia de Santo Agostinho, em Coburgo.

No mesmo dia de sua execução, o príncipe Ernesto recebeu uma carta de condolências. O documento informava o óbito de Maria Carolina, mas não trazia a causa de sua morte. Em geral, os médicos alegavam que os pacientes morreram de pneumonia ou tuberculose.

Carta endereçada ao príncipe Ernesto comunicando a morte da princesa Maria Carolina
© Acervo Pessoal

‘Eutanásia nazista’

‘Pedra de tropeço’ em homenagem a Maria Carolina instalada em Schladming, na Áustria
© Divulgação

No dia 12 de novembro de 2021, uma “pedra de tropeço” (“stolpersteine”, no original em alemão) em homenagem à princesa Maria Carolina de Saxe-Coburgo e Bragança foi instalada em frente à antiga residência de sua família em Schladming, na Áustria. Atualmente, o castelo abriga a sede da prefeitura.

O projeto, lançado em 1992, é uma iniciativa do escultor alemão Gunter Demnig, de 71 anos. O objetivo dele é lembrar algumas das incontáveis vítimas do Holocausto.

“Uma pessoa só é esquecida quando seu nome é esquecido”, explica o criador do projeto.

Até maio de 2023, já foram instaladas mais de 100 mil “pedras de tropeço” em 26 países, como Áustria, Polônia e Argentina. Só na Alemanha, são mais de sete mil. Cada placa custa, entre produção e instalação, 132 euros.

As “pedras de tropeço” são placas de bronze, esculpidas à mão, sobre cubos de concreto. Em geral, as pedras, de 10 centímetros, são instaladas na calçada diante do último endereço conhecido da vítima.

Na “pedra de tropeço” de Maria Carolina está gravada a inscrição “Aktion T4”.

O T4 faz referência ao endereço da sede da suposta Fundação de Caridade para Cuidados Institucionais: o nº 4 da rua Tiergartenstrasse, em Berlim, na Alemanha. Quem trabalhava lá, entre outros, era Karl Brandt (1904-1948), o médico particular de Adolf Hitler.

“A Ação T4 é conhecida, eufemisticamente, como eutanásia nazista”, revela o historiador Pedro Muñoz, doutor em História das Ciências pela Fiocruz e professor de História da PUC-Rio. “Tratava-se, na realidade, de uma política de extermínio em massa de doentes mentais que antecedeu a chamada solução final”.

“Os historiadores alemães que estudam a história da eutanásia nazista estimam um total de 200 mil vítimas da Aktion T4 em diferentes territórios sobre o domínio do Terceiro Reich”, acrescenta Muñoz.

Príncipe Augusto Leopoldo e sua mulher, a arquiduquesa Carolina, com sete de seus oito filhos
© Prefeitura de Schladming

Lembrar para não esquecer

No dia 19 de janeiro de 2023, a princesa Maria Carolina ganhou mais uma homenagem: a inauguração do Memorial às Vítimas do Holocausto, no Rio de Janeiro.

Lá, o público pode conhecer as histórias de dezenas de vítimas do Holocausto, como a escritora alemã Anne Frank (1929-1945), ou sobreviventes, como o psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905-1997).

“Os terríveis números de milhões de homens, mulheres e crianças perseguidas e mortas pelo regime nazista escondem a tragédia vivida por cada indivíduo”, observa Alfredo Tolmasquim, curador da exposição do Memorial às Vítimas do Holocausto, no Rio de Janeiro.

“Cada pessoa vítima do nazismo tinha um nome, um rosto e uma história, e nós queremos dar voz e contar a história de cada um deles”.

Logo na entrada do museu, um monumento de 20 metros de altura, que simboliza os Dez Mandamentos, destaca o quinto deles: “Não Matarás”.

A exposição é dividida em três salas. Na primeira delas, iluminada e colorida, o visitante recorda o dia a dia dos judeus antes da ascensão de Hitler ao poder. Há vídeos e fotos de escolas, casamentos e aniversários.

O segundo módulo, sombria e silenciosa, retrata a vida durante o Holocausto. Nas paredes, em vez de fotografias colorizadas, retratos em preto & branco. O silêncio é quebrado quando o visitante toca um totem e ouve as histórias de vítimas e sobreviventes. A da princesa Maria Carolina é apenas uma entre tantas.

A última sala ilustra a vida depois da Segunda Guerra Mundial. No centro do módulo, uma mesa interativa dos sobreviventes que foram acolhidos no Brasil. Destaque para Nanette Blitz Konig, de 94 anos.

De origem holandesa, ela foi colega de Anne Frank tanto no Liceu Judaico, na Holanda, onde estudaram, quanto no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, onde estiveram presas. Hoje, mora em São Paulo.

O regime nazista perseguiu, torturou e assassinou, além de judeus, negros, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e deficientes físicos e mentais, entre outros.

“Os deficientes físicos e mentais eram considerados um peso para a sociedade”, descreve Alfredo Tolmasquim.

“Os nazistas identificavam os alemães como membros da raça ariana, uma raça superior, idealizada como pessoas altas, inteligentes, atléticas, louras e de olhos azuis. Os deficientes ‘sujavam’ a pureza da raça. Milhares de deficientes foram assassinados e outros tantos foram esterilizados em nome de uma pretensa ‘pureza’ da raça”.

História por André Bernardo – Fonte BBC News Brasil.

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‘O mundo está desmoronando’, alerta papa em novo texto sobre mudança climática https://site.tvraman.com.br/2023/10/04/o-mundo-esta-desmoronando-alerta-papa-em-novo-texto-sobre-mudanca-climatica/ https://site.tvraman.com.br/2023/10/04/o-mundo-esta-desmoronando-alerta-papa-em-novo-texto-sobre-mudanca-climatica/#respond Wed, 04 Oct 2023 15:11:17 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12541 As reações contra o aquecimento global são insuficientes “enquanto o mundo que nos acolhe está desmoronando e talvez se aproximando de um ponto de ruptura”, alertou o papa Francisco em um novo texto publicado nesta quarta-feira (4) e com o título “Laudate Deum”.

Oito anos depois de sua encíclica sobre ecologia “Laudato Si”, e poucas semanas antes do início de uma nova rodada de negociações climáticas da ONU (COP28), em Dubai, o papa argentino alertou sobre as “pessoas que tentaram zombar dessa constatação” e pediu uma transição energética “vinculante” que possa ser “monitorada”.

Papa Francisco no Vaticano
© Filippo MONTEFORTE

O grande evento anual sobre o clima acontecerá de 30 de novembro a 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um grande produtor de hidrocarbonetos, cuja escolha foi criticada por ambientalistas.

O jesuíta argentino, de 86 anos, fez um firme apelo para que se aproveite esse encontro, de modo a obter “compromissos efetivos”. Francisco também criticou as pessoas que, nos últimos anos, “tentaram zombar” da constatação dos estragos causados pelo aquecimento, que incluem secas, inundações e tufões, e que atingem de forma especialmente dura os países mais vulneráveis.

“Se houver um interesse sincero em tornar a COP28 histórica (…) cabe esperar apenas formas vinculantes de transição energética que tenham três características: que sejam eficientes, que sejam obrigatórias e que possam ser facilmente monitoradas”, destaca Francisco em sua exortação apostólica “Laudate Deum” (“Louvado seja Deus”, na tradução do latim).

Francisco entra a fundo no debate sobre a mitigação das atividades causadoras da mudança climática – caminho defendido pelos ambientalistas – e a adaptação aos efeitos do aquecimento, uma estratégia “a posteriori” que muitos interesses industriais defendem para que não sejam prejudicados.

O bispo de Roma é partidário da mitigação, ao considerar que “a transição de que se necessita, para energias limpas como a eólica e a solar, abandonando os combustíveis fósseis, não tem a velocidade necessária”.

E adverte sobre o risco de se concentrar na adaptação aos efeitos já consumados da mudança climática.

“Corremos o risco de ficarmos presos na lógica de corrigir, colocar remendos, amarrar com arame, enquanto sob a superfície avança um processo de deterioração que continuamos alimentando. Supor que qualquer problema futuro poderá ser resolvido com novas intervenções técnicas é pragmatismo homicida, como chutar uma bola de neve para frente”, argumenta.

“Com o passar do tempo, alerto que não temos reações suficientes enquanto o mundo que nos acolhe está desmoronando e talvez se aproximando de um ponto de ruptura”, insiste Francisco, ao mesmo tempo em que encoraja o multilateralismo “a partir de baixo”, no qual “os lutadores dos mais diversos países” pressionem “os fatores de poder”.

O papa escolheu uma data simbólica para publicar sua exortação apostólica, coincidindo com a dia de São Francisco de Assis, o santo que, segundo a tradição, falava com os animais, e a quem se refere no início do texto.

cmk-mar/avl/jvb/tt/fp/tt

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Ancestrais dos humanos coexistiram com dinossauros, diz estudo. https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/ancestrais-dos-humanos-coexistiram-com-dinossauros-diz-estudo/ https://site.tvraman.com.br/2023/06/30/ancestrais-dos-humanos-coexistiram-com-dinossauros-diz-estudo/#respond Fri, 30 Jun 2023 23:45:27 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11722 De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Current Biology, nesta última terça-feira (27), ancestrais de humanos e dinossauros coexistiram durante um curto período de tempo. Os cientistas não estão falando da linhagem humana como é conhecida hoje, mas de um grupo ancestral incomum que viveu na mesma época dos dinossauros.

Uma equipe de pesquisadores das Universidades de Bristol e de Friburgo, na Alemanha, chegou ao resultado após estudar milhares de fósseis de mamíferos placentários, uma classe que incluí animais como cães, morcegos e até humanos. Os dados sugerem que eles viveram há cerca de 66 milhões, antes do asteroide chegar e causar o evento catastrófico.

Os dados moleculares dos fósseis sugerem que esses animais estavam vivos antes do evento de extinção em massa que ocorreu no período Cretáceo-Paleógeno (K-Pg). A análise confirma a existência de grupos de mamíferos placentários antes do asteroide, sugerindo que eles coexistiram com os dinossauros durante um breve período de tempo.

Apesar de acreditarem na existência de um ancestral dos humanos, os paleontólogos afirmam que o desparecimento dos dinossauros permitiu a evolução e diversificação da espécie.

“O modelo que usamos estima as idades de origem com base no momento em que as linhagens aparecem pela primeira vez no registro fóssil e no padrão de diversidade de espécies ao longo do tempo para a linhagem. Ele também pode estimar as idades de extinção com base nas últimas aparições quando o grupo está extinto”, explicou a coautora e representante da Universidade de Friburgo, Daniele Silvestro.

Humanos e dinossauros juntos?
De acordo com a principal autora do estudo e representante da Universidade de Bristol, Emily Carlisle, foram utilizados milhares de fósseis de mamíferos placentários. Desta forma, os cientistas conseguiram analisar os padrões de origem e extinção dos diferentes animais da época: assim, eles descobriram que um grupo de primatas ancestrais dos humanos evoluiu durante o período dos dinossauros.

Os cientistas afirmam que não sabem como seria a aparência dos nossos ancestrais placentários, contudo, provavelmente eles pareceriam pequenos esquilos. De qualquer forma, é importante destacar que as linhagens modernas de mamíferos placentários só começaram a surgir por conta do evento, pois estes grupos conseguiram se diversificar mais após a extinção em massa dos dinossauros.

“Infelizmente, não sabemos como seriam nossos ancestrais mamíferos placentários naquela época. Muitos dos primeiros fósseis de mamíferos placentários são criaturas bastante pequenas, como o Purgatorius — um dos primeiros ancestrais dos primatas — que era uma pequena criatura escavadora, um pouco como um musaranho. Portanto, é provável que muitos de nossos ancestrais fossem pequenos e se pareciam com esquilos”, disse Carlisle.

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Submarino Titan: saiba o que acontece com o corpo humano durante a implosão https://site.tvraman.com.br/2023/06/24/submarino-titan-saiba-o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-a-implosao/ https://site.tvraman.com.br/2023/06/24/submarino-titan-saiba-o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-a-implosao/#respond Sat, 24 Jun 2023 21:25:29 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11698 Implosão subaquática refere-se ao súbito colapso interno da embarcação, que estaria sob imensa pressão nas profundezas para as quais estava mergulhando

Submersível Titan operado pela OceanGate Expeditions OceanGate Expeditions/Handout via REUTERS

O que deveria ser uma jornada de 10 horas até o naufrágio do Titanic terminou em tragédia, com todos os cinco passageiros do submersível Titan mortos em uma implosão catastrófica.

Suas mortes foram confirmadas na quinta-feira (22), pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, concluindo uma busca de quase uma semana por sobreviventes que foi observada de perto em todo o mundo.

Uma implosão subaquática refere-se ao súbito colapso interno da embarcação, que estaria sob imensa pressão nas profundezas para as quais estava mergulhando.

Não está claro onde ou quão profundo estava o Titan quando ocorreu a implosão, mas os destroços do Titanic estão a quase 4.000 metros abaixo do nível do mar. O submersível estava em cerca de 1 hora e 45 minutos na descida de aproximadamente duas horas quando perdeu o contato.

Na profundidade em que o Titanic repousa, há cerca de várias centenas de vezes a pressão que experimentamos na superfície, de acordo com Rick Murcar, diretor de treinamento internacional da Associação Nacional de Mergulho em Caverna.

Uma implosão catastrófica é “incrivelmente rápida”, ocorrendo em apenas uma fração de milissegundo, disse Aileen Maria Marty, ex-oficial da Marinha e professora da Florida International University.

 

“A coisa toda teria desmoronado antes que as pessoas lá dentro percebessem que havia um problema”, disse ela à CNN. “Em última análise, entre as muitas maneiras pelas quais podemos passar, isso é indolor.”

Especialistas dizem que é improvável que os corpos sejam recuperados.

Fonte: CNN – Brasil

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SpaceX pretende lançar foguete mais poderoso da história nesta segunda-feira (17) https://site.tvraman.com.br/2023/04/17/spacex-pretende-lancar-foguete-mais-poderoso-da-historia-nesta-segunda-feira-17/ https://site.tvraman.com.br/2023/04/17/spacex-pretende-lancar-foguete-mais-poderoso-da-historia-nesta-segunda-feira-17/#respond Mon, 17 Apr 2023 11:55:52 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=11321 Empresa de Elon Musk criou o veículo para transportar pessoas e carga em futuras missões à lua e a Marte

Reprodução / Twitter @elonmusk

A SpaceX pretende realizar nesta segunda-feira (17) o primeiro voo orbital da Starship, a nave espacial mais poderosa da história. A empresa de Elon Musk criou o veículo para transportar pessoas e carga em futuras missões à lua e a Marte.

A missão de teste está marcada para às 9h, horário de Brasília. Entretanto, a companhia já anunciou que o lançamento pode atrasar em até 2h30. Caso seja adiado, o lançamento deve ser marcado ainda para esta semana.

A expectativa é de que o voo não tripulado dure cerca de 1h30. Ele começa na Starbase, base da SpaceX em Boca Chica, no sul do Texas, e termina no Oceano Pacífico, em algum ponto próximo à costa do Havaí.

Em seu perfil no Twitter, Elon Musk demonstrou empolgação com o teste mais avançado da Starship até aqui. “Sucesso talvez, emoção com certeza”, publicou.

A Nasa já comunicou que usará a Starship para levar astronautas de volta à superfície da Lua na missão Artemis 3, que está prevista para o final de 2025.

Esta será a primeira vez que a nave faz um voo com sua configuração completa, incluindo o primeiro estágio, como é chamado o propulsor Super Heavy.

A Starship é uma nave reutilizável projetada pela SpaceX com cerca de 50 metros de altura e alcança 120 metros quando está integrada com o propulsor Super Heavy.

A SpaceX já detalhou todas as etapas previstas para a missão. Elas poderão ser alteradas, mas, a princípio, estes serão os principais momentos:

0min55s: foguete atinge o “Max Q”, como é conhecido o pico de estresse mecânico;

2min52: os dois estágios (foguete e nave) se separam e, então, o foguete começa o procedimento para pousar na água, na região do Golfo do México;

2min57: motor da Starship é acionado;

9min20: motor da Starship é desligado e nave segue na órbita terrestre;

1h17min: depois de dar uma volta no planeta, a nave deixa a órbita terrestre e começa a voltar para a atmosfera;

1h30: Starship pousa no Oceano Pacífico, próximo à costa do Havaí.

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Tyler Perry assinará direção, roteiro e produção de ‘Six Triple Eight’ https://site.tvraman.com.br/2022/12/29/tyler-perry-assinara-direcao-roteiro-e-producao-de-six-triple-eight-segunda-guerra-mundial/ https://site.tvraman.com.br/2022/12/29/tyler-perry-assinara-direcao-roteiro-e-producao-de-six-triple-eight-segunda-guerra-mundial/#respond Thu, 29 Dec 2022 18:30:08 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=10941 Por Redação:

Foto Tyler Perry – Netflix

O próximo longa de Tyler Perry para a Netflix, Six Triple Eight, contará a história do único batalhão formado apenas por mulheres negras que ajudou os EUA na Segunda Guerra Mundial.

Roteiro: Tyler Perry, com base em um artigo de Kevin M. Hymel publicado na revista WWII History da Sovereign Media.

Produção: Tyler Perry; Nicole Avant da Her Excellency Productions; Keri Selig da Intuition Productions; Carlota Espinosa, Angi Bones e Tony Strickland da Tyler Perry Studios.

Produção executiva: Peter Guber da Mandalay Pictures.

Sinopse: Six Triple Eight conta a inspiradora história real das corajosas integrantes de um batalhão da Segunda Guerra Mundial formado apenas por mulheres negras. Essas 855 mulheres concordaram em ajudar seu país sem saber ao certo o que fariam, mas logo receberam uma missão muito importante: separar e enviar correspondências acumuladas ao longo de três anos. Uma tarefa árdua aparentemente impossível, mas que elas conseguiram concluir na metade do tempo previsto. Mesmo enfrentando preconceito e um lugar desconhecido e devastado pela guerra, a unidade separou mais de 17 milhões de cartas, criando uma ponte entre os soldados americanos e seus entes queridos. O lema que as mantinha trabalhando todos os dias era “Sem correio, moral baixa” e, assim, as mulheres do 6888º batalhão não enviavam apenas correspondências, mas também esperança.

A história do 6888º Batalhão do Diretório Postal Central não foi contada nos livros de história, sendo trazida à luz depois de quase 75 anos. Em 14 de março de 2022, o presidente Joe Biden assinou um projeto de lei para que as integrantes fossem condecoradas com a Medalha de Ouro do Congresso, a mais alta honraria do órgão legislativo dos EUA.

Six Triple Eight será o quarto filme de Tyler Perry para a Netflix depois de O Limite da Traição, Madea: O Retorno, que figurou no Top 10 em 43 países, e O Homem do Jazz, que ficou no Top 10 em 55 países. Ele também fez parte da equipe de Não Olhe para Cima de Adam McKay, que está entre os 10 filmes mais populares da Netflix.

Extra

Foto Internet Reprodução

Em fevereiro de 1945, o Exército dos EUA enviou 855 mulheres negras do Women’s Army Corps (WACs) para a Inglaterra e a França para limpar o acúmulo de correspondência no Teatro Europeu de Operações. O 6888º Batalhão do Diretório Postal Central, conhecido como SixTripleEight, foi o único batalhão feminino totalmente negro a servir na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Confrontados com o racismo e sexismo de sua própria liderança e tropas, eles serviram com honra e distinção completando sua missão em seis meses. No final da guerra, o SixTripleEight havia liberado mais de 17 milhões de correspondências acumuladas, garantindo que as tropas mantivessem contato com seus entes queridos em casa. A última das mulheres voltou para casa em março de 1946. Elas nunca foram totalmente reconhecidas… até agora.

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Tempestade nos EUA deixa onze mortos e milhares sem energia https://site.tvraman.com.br/2022/12/25/tempestade-nos-eua-deixa-onze-mortos-e-milhares-sem-energia/ https://site.tvraman.com.br/2022/12/25/tempestade-nos-eua-deixa-onze-mortos-e-milhares-sem-energia/#respond Sun, 25 Dec 2022 14:12:46 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=10760 País atingiu recorde de temperatura mínima em alguns lugares

Dia frio em Nova York, EUA Clay – CNN BRASIL

Uma forte tempestade de inverno atingiu os Estados Unidos na sexta-feira (23), com ventos fortes e neve pesada, deixando pelo menos nove mortos, interrompendo a energia de mais de um milhão de clientes e destruindo planos de férias de costa a costa.

A tempestade – que deve se intensificar à medida que avança pelo meio-oeste e leste – está deixando as estradas em péssimas condições, com pouca visibilidade e ruas cobertas de gelo.

A inundação costeira também é um problema, particularmente ao longo da costa do Nordeste.

Todos os modos de viagem – aviões, trens e automóveis – estavam sendo interrompidos: havia centenas de quilômetros de estradas fechadas e os cancelamentos de voos estavam crescendo rapidamente.

Em Nova York, inundações ao longo da Long Island Rail Road forçaram parte da filial de Long Beach a fechar temporariamente.

“O Natal foi cancelado”, disse Mick Saunders, morador de Buffalo, Nova York, que passou duas horas em condições de nevasca que devem durar até a manhã de domingo. “Toda a família e amigos concordaram que é mais seguro assim”.

Pelo menos 9 mortes foram registradas desde quarta-feira (21).

No centro-norte do Kansas, três pessoas morreram em acidentes de carro separados na noite de quarta. Uma morte foi confirmada como relacionada ao clima e duas foram consideradas relacionadas ao clima, mas precisam de mais investigações, de acordo com o porta-voz da Patrulha Rodoviária do Kansas, tenente Candice Breshears.

Em Kansas City, uma pessoa morreu depois de perder o controle de seu Dodge Caravan em estradas geladas na tarde de quinta-feira (22), de acordo com o Departamento de Polícia de Kansas City.

“O Dodge desceu o barranco, passou por cima do muro de contenção de cimento e caiu de cabeça para baixo, submerso em Brush Creek”, disse a polícia em um comunicado.

Em Kentucky, três pessoas morreram devido à tempestade, incluindo duas em acidentes de veículos e a outra em Louisville, uma pessoa com “insegurança habitacional”, disse o governador Andy Beshear.

O corpo do homem foi encontrado do lado de fora sem sinais óbvios de trauma e uma autópsia determinaria a causa da morte, disse a polícia.

E em Ohio, quatro pessoas morreram “como resultado de acidentes automobilísticos relacionados ao clima” e várias outras ficaram feridas, de acordo com o governador Mike DeWine.

O frio que ameaça a vida chegou até a costa do Golfo e a fronteira mexicana, com ventos frios abaixo de zero relatados até Austin e Atlanta.

Muitos locais no leste dos Estados Unidos terão a véspera de Natal mais fria em décadas, quando a explosão do Ártico atinge seu pico.

Mais de um milhão de clientes nos EUA estão passando por quedas de energia em meio ao clima de inverno e temperaturas frias, de acordo com o site PowerOutage.US. Maine, New Hampshire, Nova York, Virgínia e Pensilvânia têm o maior número de interrupções.

Ao todo, mais de 200 milhões de pessoas estavam sob alerta de vento frio da fronteira canadense à fronteira mexicana e do estado de Washington à Flórida, com ventos frios abaixo de zero esperados no sudeste até sexta-feira. Outros alertas de clima de inverno estão em vigor para condições de nevasca, gelo, neve e inundações.

“O gráfico de alerta do serviço meteorológico nacional mostra uma das maiores extensões de alertas e alertas de inverno de todos os tempos”, disse a agência na quinta.

Por: Aya Elamroussi e Ray Sanchez e Eric Levensonda CNN

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Casagrande diz que críticos de suposto namoro de Mbappé com mulher trans têm ‘mente doentia’ https://site.tvraman.com.br/2022/12/18/casagrande-diz-que-criticos-de-suposto-namoro-de-mbappe-com-mulher-trans-tem-mente-doentia/ https://site.tvraman.com.br/2022/12/18/casagrande-diz-que-criticos-de-suposto-namoro-de-mbappe-com-mulher-trans-tem-mente-doentia/#respond Sun, 18 Dec 2022 07:10:42 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=9659 Ex-jogador afirmou que a ausência da modelo pode ser explicada pelo local onde a Copa do Mundo vem sendo disputada

Mbappé com Ines Rau no colo; namoro foi apontado pela imprensa internacional (Foto: Reprodução/Twitter)

Casagrande disparou contra as pessoas que usam as redes sociais para atacar o suposto namoro entre Mbappé, astro da seleção da França, e a modelo trans Ines Rau. Para o comentarista, pessoas que se incomodam com a relação possuem “mente doentia”.

– Qual é o problema (no namoro entre os dois)? Nenhum. O problema está com quem se incomoda com ele. O problema está na mente doentia de quem faz ataques grosseiros, transfóbicos e preconceituosos contra ela – disparou, em seu blog no ‘Uol’.

Casagrande ainda falou do comportamento da modelo durante a Copa. Ines ignorou o mundial pelas redes e não deve comparecer ao jogo final. O ex-jogador afirmou que a ausência da modelo pode ser explicada pelo local onde a Copa do Mundo vem sendo disputada.

– Ines não poderá vir a Doha assistir a final da Copa porque, com conivência da Fifa, o torneio está sendo realizado em um país que criminaliza as pessoas LGBTQIA+. Ou seja, não existe liberdade para você ser quem você é de verdade – disse.

– Não sei se existe um relacionamento entre eles. Mas, independentemente disso, deveriam poder curtir em qualquer lugar do mundo, principalmente no mais importante torneio de seleções de futebol do mundo – completou.

Ines luta pelas pautas ambientais e chegou a morar na Floresta Amazônica (Foto: Reprodução/Insatgram)

Ines ganhou notoriedade ao ser a primeira mulher trans a posar na revista Playboy em 2017. Na época, ela revelou que passou por uma cirurgia de transição de gênero aos 16 anos e que se sentia aliviada em poder dizer quem ela era. Ela também passou um mês morando em uma tribo indígena no estado do Acre, região Norte do Brasil. Ela fez o relato dessa passagem da convivência com índios da Aldeia Huni Kuin Igarapé Do Caucho.

Mbappé e Ines Rau foram vistos pela primeira vez em maio, em Cannes, e depois foram flagrados por paparazzis em um iate do craque. A notícia também foi dada pelo jornal espanhol ‘Marca’ e reproduzida por vários veículos de imprensa na Europa.

Fonte: Terra

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