Religião – TV Raman https://site.tvraman.com.br Emissora de Radio e TV Fri, 17 Nov 2023 00:34:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://site.tvraman.com.br/wp-content/uploads/2023/12/cropped-novalogo-32x32.png Religião – TV Raman https://site.tvraman.com.br 32 32 Morador de quilombo insuflou traficantes a matarem Mãe Bernadete, diz polícia https://site.tvraman.com.br/2023/11/16/morador-de-quilombo-insuflou-traficantes-a-matarem-mae-bernadete-diz-policia/ https://site.tvraman.com.br/2023/11/16/morador-de-quilombo-insuflou-traficantes-a-matarem-mae-bernadete-diz-policia/#respond Fri, 17 Nov 2023 00:34:09 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=12926 Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelo assassinato da ialorixá em agosto

assassinato da líder quilombola e ialorixá Bernadete Pacífico, 72, a Mãe Bernadete, teria sido motivado pelo enfrentamento a interesses de uma facção do tráfico de drogas e teria sido insuflado por um morador da comunidade quilombola Pitanga dos Palmares envolvido com extração ilegal de madeira.

Essa é a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia sobre a morte da líder quilombola, assassinada em 17 de agosto com 25 tiros na casa que funcionava como sede da associação do quilombo, em Simões Filho, cidade da Grande Salvador.

Bernadete Pacífico era líder quilombola na Bahia e coordenadora da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos)

O Ministério Público da Bahia ofereceu denúncia contra cinco pessoas supostamente envolvidas no crime. Elas foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, com uso de arma de fogo e sem chance de defesa da vítima.

Suspeitos de integrarem a facção criminosa Bonde do Maluco, uma das mais violentas da Bahia, Marílio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus são apontados como mandantes do assassinato da ialorixá.

Arielson da Conceição Santos e Josevan Dionísio dos Santo, que seriam ligados à mesma facção, são suspeitos de executar o crime. Sérgio Ferreira de Jesus, morador do quilombo, teria incentivado o grupo e atuado para facilitar a ação dos criminosos após uma querela com a ialorixá.

As investigações apontam ainda que Sérgio Ferreira explorava ilegalmente madeira dentro da comunidade quilombola Pitanga dos Palmares e, dias antes do crime, havia sido repreendido por Mãe Bernadete, com quem teve uma discussão. Ele era padrasto de Marílio, apontado como um dos mandantes do crime,”Mãe Bernadete tinha uma preocupação e um cuidado com o quilombo, ela não aceitava nada que fosse ilegal, nada que fosse indevido”, afirma a delegada geral da Polícia Civil da Bahia, Heloísa Brito. Ela diz que a postura Mãe Bernadete na defesa do território fez com que o suspeito incitasse os traficantes locais a matarem a ialorixá.

A líder quilombola também lutava contra a instalação de um bar chamado Pitanga Point City, que estava sendo erguido por traficantes para a realização de festas. A barraca foi erguida nas margens de uma represa em uma área de preservação permanente.

A investigação apontou que, após a discussão com Mãe Bernadete, Sérgio Ferreira enviou áudios aos líderes do tráfico dizendo que a líder quilombola teria acionado a polícia para impedir instalação do bar dentro da área de preservação. Depois disso, apontam os investigadores, a morte da líder quilombola teria sido ordenada por Marílio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus.

Sérgio e Arielson foram presos em setembro por suspeita de participação no crime. Josevan e Marílio estão foragidos, sendo que o último tem quatro mandados de prisão em aberto. Já Ydney teve o pedido de prisão preventiva deferido pela Justiça. Um sexto suspeito de envolvimento, que teria guardado as armas usadas no crime e dado apoio à fuga de um dos atiradores, foi indiciado em outro inquérito.

A líder quilombola já havia recebido ameaças e fazia parte de um programa de proteção a defensores de direitos humanos do Governo na Bahia. Câmeras foram instaladas na sua casa e no entorno, e policiais faziam visitas periódicas ao local, mas não havia vigilância constante.

Advogados e familiares de Mãe Bernardete tiveram uma reunião na tarde desta quinta-feira (16) com a equipe da Polícia Civil responsável pelas investigações. A família questiona a possível participação de mais pessoas da facção criminosa como mandantes do crime.

O advogado David Mendez afirma que a defesa da família deve mover uma ação indenizatória contra o estado da Bahia e a União contra o que chamou de “falhas grotescas” do programa de proteção a defensores de direitos humanos ao qual a líder quilombola estava submetida.

“Frustradas as tratativas administrativas, resta à família apenas a via judicial, o que representa um verdadeiro absurdo em se tratando de dois governos [federal e estadual] sob comando do Partido dos Trabalhadores, dito companheiro das comunidades tradicionais brasileiras”, afirma Mendez.

Bernadete Pacífico era coordenadora nacional da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos) e liderava o Quilombo Pitanga dos Palmares. Trabalhava havia anos denunciando a violência contra a população quilombola e as tentativas de tomada das terras.

Após o assassinato de seu filho Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, em 2017, a luta contra ataques a terreiros e assassinatos de lideranças religiosas de matriz africana se intensificou. Conhecido como Binho do Quilombo, ele era um dos líderes quilombolas mais respeitados da Bahia.

A líder quilombola estava com os netos quando dois homens chegaram usando capacetes e abordaram a família. Os netos foram trancados em um quarto, e Mãe Bernadete foi morta.

Bernadete foi secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho na gestão do então prefeito Eduardo Alencar (PSD), irmão do senador Otto Alencar (PSD).

Em julho, ao lado de outras líderes quilombolas, ela participou de um encontro com a então presidente do (Supremo Tribunal Federal), ministra Rosa Weber, na comunidade Quingoma, na cidade de Lauro de Freitas. Na ocasião, Mãe Bernadete afirmou que era ameaçada por fazendeiros.

“É o que nós recebemos, ameaças. Principalmente de fazendeiros, de pessoas da região. Minha casa é toda cercada de câmeras, eu me sinto até mal com um negócio desse”, afirmou.

Desde o início das investigações, cerca de 80 pessoas prestaram depoimento e foram cumpridas 20 medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. Também foram analisados 14 laudos periciais, entre os quais os que confirmaram que as armas apreendidas foram de fato usadas no crime.

Além de reconhecimento dos autores por parte das testemunhas, a autoria também foi confirmada por meio da confissão de um dos executores.

O projeto Quilombos do Brasil é uma parceria com a Fundação Ford.

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Mas será o Benedito? Quem foi Benedito Meia-Légua, terror dos escravagistas anos antes da abolição https://site.tvraman.com.br/2022/12/30/mas-sera-o-benedito-quem-foi-benedito-meia-legua-terror-dos-escravagistas-anos-antes-da-abolicao/ https://site.tvraman.com.br/2022/12/30/mas-sera-o-benedito-quem-foi-benedito-meia-legua-terror-dos-escravagistas-anos-antes-da-abolicao/#respond Fri, 30 Dec 2022 19:20:29 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=10950 Usada para expressar o sentimento de uma situação desagradável, a expressão “Mas será o Benedito?” costumava ter seu surgimento explicada pela expectativa sobre a nomeação de Benedito Valadares como interventor de Minas Gerais pelo então presidente Getúlio Vargas, em 1933. Historiadores, no entanto, comprovam que a frase já era usada anos antes, vista em jornais e mesmo em músicas em 1930 e 1931 e mesmo antes: atualmente, novas pesquisas sugerem que a origem da expressão, ainda hoje popular em muitas partes do Brasil, remonta a um importante líder negro, que lutou contra os escravocratas no século XIX e tornou-se lenda por sua força e coragem: Benedito Meia-Légua.

Benedito Meia-Légua foi um dos grandes líderes na resistência negra no Brasil escravocrata

Seu nome de batismo era Benedito Caravelas, nascido como escravizado no município de Villa Nova do Rio de Sam Matheus, hoje simplesmente São Matheus, no Espírito Santo, em 1805. Suas constantes viagens pelo nordeste, no entanto, lhe conferiram o apelido que se tornaria sinônimo de terror entre os fazendeiros escravagistas por toda a região: Benedito Meia-Légua era de tal forma temido, e sua força e resistência eram tamanhas, que a mitologia ao seu redor questionava se ele, depois de tantas rebeliões, prisões, fugas e ressurgimentos na luta pela libertação da população escravizada, principalmente ao norte do seu estado, não seria imortal.

A explicação, reza a lenda, estaria na proteção que São Benedito conferia especialmente ao líder, que invadia senzalas, saqueava fazendas e libertava a população negra aprisionada utilizando verdadeiras estratégias de guerra – como dividir os revoltosos em pequenos grupos para evitar grandes capturas e permitir ataques simultâneos em diferentes pontos ou mesmo fazendas, bem como vestir cada líder exatamente como ele. Não era por acaso, portanto, que a cada notícia de que havia sobrevivido e fugido, quando surgia uma nova rebelião, vinha também a pergunta: “Mas será o Benedito?”.

A igreja de São Benedito, em São Mateus, no início do século

Uma de suas mais lendárias fugas se deu após ser carregado para São Mateus amarrado pelo pescoço e arrastado por um capitão-do-mato montado a cavalo. Em seguida, um grupo de negros aprisionados foi obrigado a surrá-lo, e Benedito foi dado como morto. Seu corpo foi guardado dentro da igreja de São Benedito, para ser sepultado: no dia seguinte, porém, só havia marcas de sangue e pegadas, mas nem sinal do líder. Benedito Meia-Légua só morreria velho e mancando de uma perna, por conta da traição de um caçador, que denunciou seu esconderijo, em um tronco oco de árvore, onde dormia. O grupo que o caçava, após vê-lo entrar, tapou o tronco e ateou fogo na árvore por dois dias e duas noites.

A mesma igreja de São Benedito, hoje

O quilombo liderado por Meia-Légua resistiu por aproximadamente quarenta anos, mas seu espírito permanece, bem como permanece a expressão, que, ao invés de evocar algo desagradável, como sugere sua aplicação mais comum, pode, na verdade, servir para celebrar as mais importantes lutas – e uma promessa de liberdade. As informações para a presente história vieram da Wikipédia e de post no perfil Thaciano Almuharib, Ativista do M.N.U., Pan Africanista e Dir. Políticas Públicas/ Sinthoress CUT, no Facebook.

Redator: Victor Paiva

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9 animais que atraem sorte para a sua vida https://site.tvraman.com.br/2022/12/05/9-animais-que-atraem-sorte-para-a-sua-vida/ https://site.tvraman.com.br/2022/12/05/9-animais-que-atraem-sorte-para-a-sua-vida/#respond Mon, 05 Dec 2022 12:48:42 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=9385

Foto Reprodução Intenet

Símbolo da inteligência e da sabedoria, a coruja tem significados que combinam com quem busca crescer e ver além, alcançando vôos mais altos. Ela consegue enxergar através da escuridão da noite e também simboliza a reflexão e o conhecimento racional e intuitivo – Orixá: Oxum. Dica mística: Se não puder ter uma em casa, tenha uma imagem e a coloque em sua sala.

 

Foto reprodução Internet

As borboletas representam a transformação e o renascimento após uma batalha. Ela traz crescimento espiritual e um novo fôlego para enfrentar os desafios futuros. Orixá: Oyá. Dica mística: é um símbolo gracioso e pode estar estampada em roupas, na decoração da casa e ser usada como bijuteria. Ela traz evolução da fé e coragem para enfrentar os problemas.

 

Foto arquivo Yorubá – Nome: Benji e Bruna.

Conhecido por sua lealdade e proteção, ele também corresponde ao amor incondicional e ao companheirismo extremo. Orixá: Ogum. Dica mística: o ideal é ter um cão em casa, contudo, também é possível ter uma estátua com sua forma na entrada de casa ou pendure o seu retrato em quadros. Ele trará boas energias e guiará os seus passos.

 

Foto reprodução Internet

Ele é sagrado em muitas religiões e bastante conhecido por sua memória e força. O elefante tem o poder de nos guiar, de resgatar o passado e ajudar a agir com sabedoria. Orixá: Oxalá. Dica mística: coloque uma miniatura deste animal na sala de estudo de sua casa para te ajudar a estimular o conhecimento e tirar bons frutos.

 

Foto reprodução Internet.

Segundo a mitologia egípcia, o escorpião traz o bem e o mal dentro de si. Além disso, ele protegia as pessoas das mordidelas das cobras e acreditava-se que curava os inocentes e punia os infiéis. Orixá: Nanã. Dica mística: utilize a sua representação em joias ou bijuterias, e assim você terá uma grande ajuda para passar pelas fases complicadas da vida.

 

Foto arquivo Yorubá – Nome: Luna já falecida

Nas lendas egípcias, o gato era considerado muitas vezes uma divindade, pois estava associado às deusas. Ele simbolizava o amor materno, a doçura, a delicadeza, a fertilidade e a proteção dos lares e da família. Divindade: Orummila. Dica mística: é ideal é ter um gato em casa, pois ele afasta os maus espíritos e protege a família. Também é possível usar sua representação na decoração da casa: quadros, estampados, estátuas, etc.

 

Foto reprodução Internet.

Considerado um animal relacionado com a fartura e a alimentação. Ter um peixe por perto é um sinal de que vai afastar a fome do corpo e da alma. Orixá: Iemanjá. Dica mística: tenha estatuetas de peixe na cozinha ou desenhos nos panos. Além disso, também é possível usar, como um amuleto para fortalecer o espírito e afastar a inveja.

 

Foto reprodução Internet.

Ela é um animal sagrado para os hindus e nigerianos, pois se acredita que, por mudar constantemente de pele, a serpente simboliza a renovação e a imortalidade. Orixá: Oxumarê. Dica mística: use bijuteria com o seu formato, pois esse poderoso amuleto ajuda a afastar doença, além de trazer uma longevidade.

 

Foto reprodução Internet.

Majestoso e poderoso, o leão é um símbolo solar e luminoso. Rei dos animais, traduz sabedoria, poder e justiça, mas também orgulho, domínio e segurança. Nas várias culturas religiosas do mundo, o leão está também associado à figura do pai. Orixá: Xangô. Dica Mistica: Indicado colocar estátuas em entradas de templos religiosos, atraindo sabedoria e o poder da justiça.

 

Por Redação. B. Eduardo de Oxalá

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Intolerância religiosa em escola municipal. https://site.tvraman.com.br/2022/07/26/apos-suposto-caso-de-intolerancia-religiosa-escola-municipal-suspende-atividades-em-lauro-de-freitas/ https://site.tvraman.com.br/2022/07/26/apos-suposto-caso-de-intolerancia-religiosa-escola-municipal-suspende-atividades-em-lauro-de-freitas/#respond Tue, 26 Jul 2022 18:56:21 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=6661 Após suposto caso de intolerância religiosa, escola municipal suspende atividades em Lauro de Freitas
Familiares das adolescentes informaram que elas foram impedidas de voltar à unidade escolar por conta de ameaças
26/07/2022 às 12h54

Foto reprodução da internet.

As atividades de uma escola municipal da cidade de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, foram suspensas na segunda-feira (26), após um suposto caso de intolerância religiosa. A situação chamou atenção da comunidade escolar quando duas adolescentes candomblecistas foram expostas pelos colegas e funcionários; e – segundo a familiares – proibidas de acessar à Escola Municipal Dois de Julho, no bairro de Itinga.

De acordo com informações do pai das jovens, em entrevista à TV Aratu, ele foi acionado pela direção da instituição sob o motivo de que uma das filhas não estava se sentindo bem na sexta-feira (22). Ao chegar a unidade, ele se deparou com as jovens no corredor e alunos chorando e se jogando ao chão.

“Quando eu cheguei na escola, vários alunos estavam chorando, se jogando no chão; e minhas filhas estavam no corredor. Me disseram que elas foram para o banheiro, mas, quando eu cheguei ao banheiro, tinham vários funcionários orando. No corredor, tinham várias mães, vários alunos apontando para as minhas filhas, dizendo que elas estavam com o demônio”, explicou ele.

Sem entender ao certo o que tinha ocorrido, o diretor da unidade o convocou e explicou que ele e as filhas não poderia retornar para o colégio por conta de ameaças. “Ele me informou que eu tinha que procurar outra escola para colocar minhas filhas, por que aqui, nessa escola, elas estão sofrendo ameaças”, pontuou o pai.

Familiares de outros alunos explicaram que receberam informações de que as garotas tinham realizado, no banheiro, um rito religioso, intitulado como “seita demoníaca”. E que essa situação tinha atingido outros estudantes. Os familiares das adolescentes negam o ocorrido. “Não vi nenhum tipo de seita. Aqui na escola, não teve nenhuma ritualística de Candomblé. O que teve foram alunos dizendo que estavam com espírito entre eles mesmos”, disse.

Ao site Metro1, o professor da escola confirmou a versão do pai das meninas. “Eu estava lá na sexta-feira e não foi nada daquilo que estão falando, confundiram muita coisa, houve muita distorção. Tivemos aula normal e uma das alunas da escola é seguidora de uma religiao de matriz africana, passou por um ritual de iniciação e ela manifestou isso na aula. Como a gente trabalha com um público de 10 a 18 anos, alguns alunos mais novos não compreenderam aquilo e se assustaram”, conta.

O que diz à Prefeitura

O iBahia entrou em contato com a Prefeitura de Lauro de Freitas e em nota, através da a Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas (SEMED), foi informado que uma sindicância foi instituída para apurar e ouvir estudantes, pais e profissionais da escola Escola Municipal 2 de Julho sobre o ocorrido.

A SEMED disse ainda que as aulas só foram suspensas na segunda (25). Nesta terça (26), as atividades já tinham sido retomadas, com a presença “da guarda, que deve ficar até sexta, e também com acolhimento de profissionais da Semed”

Na sexta-feira (22), dia do incidente, os estudantes que não se sentiram bem foram encaminhados para a emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itinga, que fica ao lado da escola, e logo após o atendimento médico foram liberados, finalizou o comunicado.

Vale ainda pontuar que as estudantes estudam pelo turno vespertino e a Prefeitura ainda não sabe se as adolescentes irão à instituição ou não.

Redação iBahia

Esta mesma notícia tocou em nossa rádio ouça abaixo!

Intolerância religiosa em escola municipal

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MP-RJ quer que pastor Felippe Valadão seja multado após discurso de intolerância religiosa https://site.tvraman.com.br/2022/06/21/mp-rj-quer-que-pastor-felippe-valadao-seja-multado-apos-discurso-de-intolerancia-religiosa/ https://site.tvraman.com.br/2022/06/21/mp-rj-quer-que-pastor-felippe-valadao-seja-multado-apos-discurso-de-intolerancia-religiosa/#respond Tue, 21 Jun 2022 20:28:17 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=5848 Prefeitura de Itaboraí (RJ), que promoveu show religioso, se comprometeu a fazer retratação pública sobre o caso
Redação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ajuizou uma ação civil pública para que o pastor Felippe Valadão, líder da Igreja Batista Lagoinha, pague indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos. No dia 19 de maio, em show com dinheiro público pelos 189 anos de Itaboraí, na região metropolitana, o religioso fez declarações contra praticantes de religiões afro-brasileiras.

Leia mais: Prefeitura de Itaboraí (RJ) promove aniversário da cidade com show de intolerância religiosa

A ação, protocolada no último dia 15, destaca que o pastor praticou intolerância religiosa e discurso de ódio contra praticantes da umbanda e demais religiões.

Em sua fala no palco, ele afirmou: “Avisa para esses endemoniados de Itaboraí que o tempo da bagunça espiritual acabou. Pode matar galinha, pode fazer farofa, prepara para ver muito centro de umbanda sendo fechado na cidade. Deus vai começar a salvar esses pais de santo que tem na cidade”.

Na ação, o MP-RJ requer que o referido valor seja depositado em conta judicial específica a ser aberta em nome do Município de Itaboraí, para fins de realização de projeto social de prevenção à intolerância religiosa e fomento do respeito à diversidade e liberdade de culto.

Gravação de vídeo

A Promotoria também pede que o pastor grave um vídeo, com duração de 50 segundos a 1 minuto, se retratando publicamente quanto às falas de ódio e intolerância, divulgando o conteúdo na página principal do site da Igreja Batista da Lagoinha e nas páginas oficiais de suas redes sociais, pelo período de 30 dias.

Um trecho da ACP destaca que “o hate speech é um discurso com apologia abstrata ao sentimento de ódio e rejeição a certo conjunto de pessoas, representando repúdio e discriminação a grupos com determinadas características, ou ideologias contrárias às do agressor”.

“Esperar de líder de religião cristã discurso baseado no amor e na tolerância é uma mera expectativa, mas exigir de qualquer pessoa a observância a direitos fundamentais e promover a responsabilização de quem praticar ato ilícito que cause dano moral coletivo a grupos religiosos, em razão de intolerância religiosa, é dever do Ministério Público”, diz trecho da ação.

Prefeitura

Na última semana, a Prefeitura de Itaboraí reconheceu sua responsabilidade no episódio e se comprometeu com o MP-RJ, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Itaboraí, a fazer retratação pública, com a publicação de nota oficial, no Diário Oficial do Município, em pelo menos dez outdoors espalhados pela cidade e no site da Prefeitura, bem como em suas redes sociais.

Trecho da nota que deverá ser veiculada pela Prefeitura afirma que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença” e que o município “se compromete em assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção aos locais de culto e a suas liturgias, razão pela qual não podemos falar em fechamento arbitrário de centros de umbanda, de locais de cultos de religiões de matriz africana ou de quaisquer religiões ou crenças”.

Na hipótese de ocorrer descumprimento de algum dos compromissos assumidos, está prevista a aplicação de multa diária de R$ 1 mil, a ser cobrada do município.

Resposta

Em comunicado oficial nas redes sociais do líder religioso, os advogados de defesa afirmaram no último domingo (19) que Valadão ainda não havia sido notificado da ação e que “a mera propositura de uma demanda não gera, por si só, qualquer efeito e, evidentemente, não caracteriza a existência de culpa ou de responsabilidade da pessoa que está sendo processada”.

A defesa do pastor afirma, ainda, que “o breve discurso [do pastor] foi mal compreendido ou está sendo deliberadamente deturpado” e que “a situação se torna ainda mais absurda quando se considera a existência de um pedido indenizatório de valor tão alto”, diz outro trecho da nota.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda

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Carmem Virgínia: “Me considero mais cozinheira dos Orixás do que dos homens” https://site.tvraman.com.br/2022/03/18/carmem-virginia-me-considero-mais-cozinheira-dos-orixas-do-que-dos-homens/ https://site.tvraman.com.br/2022/03/18/carmem-virginia-me-considero-mais-cozinheira-dos-orixas-do-que-dos-homens/#respond Fri, 18 Mar 2022 00:34:51 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=491 Dona de restaurantes em Recife e Rio de Janeiro, cozinheira fala sobre racismo e ancestralidade

Durante o mês de março, o Bem Viver na TV celebra a luta das mulheres. No programa deste sábado (5), a chef Carmem Virgínia abre uma série de entrevistas especiais, que traz convidadas notáveis em diferentes áreas.

:: Hilda Hilst e a fé na palavra: conheça a escritora que investiga a solidão, a loucura e o tempo ::

Dona do restaurante Altar Cozinha Ancestral, no Recife, e do Yayá, no Rio de Janeiro, Carmem Virgínia é Iyabassé — pessoa responsável por preparar as comidas nas festas de santo, dentro dos terreiros:

“Sou uma mulher negra, mulher de candomblé, cozinheira dos orixás. Me considero mais cozinheira dos Orixás do que dos homens. As minhas memórias ancestrais vêm de um repasse, de uma forma de passar o bastão, linda, lúdica, de forma oral, no pé do ouvido, de conversas com os mais velhos. De saber que o mais velho é reverenciado não só porque ele veio antes de mim, mas porque dentro da minha religião, aquele que nasceu antes de mim, por natureza, saberá mais do que eu”.

 

https://www.youtube.com/watch?v=87saMXEaqQQ

O Bem Viver é uma produção do Brasil de Fato Na Rede TVT, que abrange a Grande São Paulo. A produção vai ao ar às 13h30, com reprise no domingo às 6h30 e na terça-feira às 20h. Além disso, tem exibição na TVCom Maceió, na TV Floripa, na TVU Recife, na TVE Bahia e nas plataformas online da TV RSul.

Onde assistir

Nas redes sociais do Brasil de Fato (Facebook e YouTube); na TVT, no canal 44.1 – sinal digital HD aberto na Grande São Paulo e canal 512 NET HD-ABC; na TVCom Maceió, no canal 12 da NET; na TV Floripa, também no canal 12 da NET; na TVU (Universitária) Recife no canal 40 UHF digital e na TVE Bahia, no canal 30 (7.1 no aparelho) do sinal digital.

Quando

Na TVT: sábado às 13h30; com reprise domingo às 6h30 e terça-feira às 20h.

Na TVCom: sábados às 10h30, com reprise domingo às 10h.

Na TVU Recife: sábados às 12h30, com reprise terça-feira às 21h.

Na TVE Bahia: sábado às 12h30, com reprise quinta-feira às 7h30.

Sintonize

No rádio, o programa Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h, com reprise aos domingos, às 10h, na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo e 93,3 FM na Baixada Santista.

O programa também é transmitido pela Rádio Brasil de Fato, das 11h às 12h, de segunda a sexta-feira. O programa Bem Viver também está nas plataformas: Spotify, Google Podcasts, Itunes, Pocket Casts e Deezer.

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Artigo | Por que religiões tradicionais de matriz africana são agroecológicas https://site.tvraman.com.br/2021/12/16/artigo-por-que-religioes-tradicionais-de-matriz-africana-sao-agroecologicas/ https://site.tvraman.com.br/2021/12/16/artigo-por-que-religioes-tradicionais-de-matriz-africana-sao-agroecologicas/#respond Thu, 16 Dec 2021 21:10:01 +0000 https://site.tvraman.com.br/?p=120 Do processo de iniciação aos rituais cotidianos, os adeptos exercitam a reclusão social e o contato com a natureza
Makota Celinha Gonçalves
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 31 de Março de 2020 às 18:04

Candomble African-Brazilian religion disciples pray during a ceremony for Oxossi, one of the 16 deities at their “terreiro” (temple) in Sao Paulo, Brazil on April 27, 2013. AFP PHOTO/Yasuyoshi CHIBA (Photo by YASUYOSHI CHIBA / AFP)

Quando vamos nos iniciar em alguma das religiões tradicionais de matriz africana, somos, na verdade, chamadas/os a um encontro com nós mesmos, entramos em um processo de reclusão social. Por isso, isolar-se hoje para evitar a contaminação pelo coronavírus não nos é tão difícil — ou não deveria sê-lo —, uma vez que trazemos conosco parte do aprendizado de nossas iniciações.

Nesse processo, aprendemos a nos conhecer, a nos entender. Dedicamos grande parte desse processo ao nosso encontro com nosso sagrado e é um sagrado efetivamente ecológico. Vejamos:

Para entrar no processo de iniciação, precisamos nos harmonizar. Essa harmonização é feita por meio de um ebó chamado de limpeza, em que passamos por um processo purificação profunda de nossos corpos e aura espiritual.
O material desse ebó são verduras, frutas, legumes e grãos. Tudo fornecido pela natureza. Tudo cru e vivo, pois nós acreditamos na natureza viva.

Nesta altura do campeonato, já sabemos quais são nossas energias (orixás, nkise e vodun), já conhecemos seus elementos naturais. Pois eles são a representação de fenômenos, aspectos físicos e animais da natureza. Têm suas representações nas folhas, nas frutas e nos animais.

Para se iniciar, é preciso saber qual é a folha que irá forrar nossa cama. Essas folhas passam a nos acompanhar, fazendo parte de nossos banhos, nossos chás, nossos fundamentos.

Nossos Orixás, Nkises e Voduns não são representados por imagens ou estátuas, mas por Otas vivos e pulsantes, elementos de uma natureza pujante. Nossas contas são banhadas em ervas sagradas que lhes garantem o encantamento que nos acompanharam por toda a vida.

Nossos Orixás, Nkises e Voduns se alimentam do que a natureza produz, do animal à comida seca. Por isso, sacralizamos animais para as dinvidades, que se alimentam e assim nos fortalecem em nossa subjetividade e vida cotidiana. Também lhes servimos alimentos, como arroz, feijão, milho, frutas etc. E o ideal é que esses alimentos sejam os mais naturais possíveis. Após servi-los, nós também nos alimentamos dessa mesma comida em verdadeiros banquetes públicos, em que também se alimentam nossos convidados. Por isso, reafirmo quão agroecológica é minha religião.

Nada somos sem a natureza, nossas energias nos falam através da beleza das folhas, das árvores, das flores, frutos, rios, cachoeiras e mares.
Quando vamos pegar uma folha, agradecemos ao dono delas, rogando a ele que as mantenha sempre vivas, pois, sem elas, nada somos. Assim também falamos com os rios, as cachoeiras e os mares. Quando se desmata a floresta, quando se mata uma árvore ou quando se polui um rio, uma cachoeira ou o mar, mata-se um pouco o Orixá, o Nkise e o Vodum. Pois ali se faz a morada de nossa energia primordial.

Quando o capitalismo investe na destruição da natureza, está investindo no fim de minha subjetividade, pois minha religião é baseada na cultura, na tradição e na preservação da natureza, como fonte de vida e de energia.

Da folha e da água, extraímos uma louvação e uma bênção.

*Makota Celinha Gonçalves é jornalista, empreendedora social da Rede Ashoka e coordenadora nacional do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab).

Edição: Vivian Fernandes

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